Chuva histórica em Belém
Nem
bem o dia amanheceu, hoje, 26/2/2018, as redes sociais davam conta de uma chuva
muito intensa e forte castigando a capital do estado, Belém (PA). Em pouco
tempo, a Defesa Civil já contabilizava vários pontos alagados na cidade. Com a
forte chuva, o trânsito ficou travado em menos de uma hora. Segundo o Instituto
Nacional de Meteorologia (INMET), o mês de fevereiro já supera em 58% o volume
de chuva esperado. Os números mostram que até hoje já choveu 648,3mm,
ultrapassando o índice mais elevado de chuva já medido no mês de fevereiro,
412,5mm em toda a história. “É chuva que não acaba mais”.
De
acordo com o INMET, a enorme quantidade de chuva se dá em decorrência da influência
da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno meteorológico provocador
de muita nebulosidade e forte instabilidade atmosférica, favorecendo as fortes
chuvas na capital do estado. O grande volume de chuva também é provocado pelo
fenômeno climático La Niña, causador de várias tempestades na região. Os principais
pontos de cruzamento da cidade encontravam se alagados. Ruas como Mundurucus,
Alcindo Cacela, Pariquis, Marquês de Herval, Domingos Marreiros, entre inúmeras
outras ficaram alagadas. Nas áreas mais afastadas do centro, bairros
inteiros praticamente ficaram embaixo d’água.
Os
pluviômetros automáticos espalhados pela cidade, às 7 horas, já indicavam
80,8mm. Por volta de 8h30min, o Centro de Hidrografia da Marinha afirmou que a
maré atingiu o limite máximo de 2.9 metros, fechando automaticamente as comportas
dos canais, impedindo a maré de avançar e alagar os pontos mais baixos de ruas
e avenidas de Belém. A Sesan (Secretaria Municipal de Saneamento) informou que
vários pontos de alagamento foram provocados pela grande quantidade de lixo
jogada nos canais pela população. Além de vários locais alagados, a grande quantidade de água complicou ainda o trânsito na Almirante Barroso e Augusto Montenegro, além de
causar desabastecimento de água nas torneiras em 10 bairros da cidade, provocando
um caos total na capital do Grão-Pará. Como diz o ditado popular, "Chuva de cavalo beber em pé".



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