Desvendada morte de Ativista LGBT em Marabá
Na manhã desta segunda-feira, 23/10/2017, a Polícia
Civil, através do Departamento de Homicídios, anunciou a apreensão de dois
adolescentes, acusados do assassinato do Ativista LGBT SANDRO MARTINS DOS SANTOS. A vítima foi morta a golpes de faca, em
sua residência, localizada na Rua Coronel Manoel Bandeira, bairro Liberdade,
por volta de meia noite, do dia 20/10/2017. “Sandrinho” era um ferrenho defensor
dos direitos da comunidade LGBT na região e muito querido por todos. Ele era
Vice-Presidente do Grupo Atitude LGBT de Marabá e um dos militantes pioneiros
em defesa da comunidade LGBT na cidade.
Assim que foi anunciada a morte do cabeleireiro, foi
grande a comoção nas redes sociais entre amigos e simpatizantes da causa LGBT.
Entidades defensoras das causas LGBT como Grupo Atitude LGBT de Marabá,
Movimento LGBT do Estado do Pará, Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais-ABGLT entre outras, publicaram manifestos de indignação
nas redes sociais, cobrando a imediata apuração do assassinato de Sandro
Martins e a condenação dos culpados. A Gerência pela Livre Orientação
Sexual-GLOS da Secretaria de Justiça e a Delegacia de Combate ao Crime Discriminatório
do Estado estiveram representadas durante o velório. As “pessoas comuns”
deixavam mensagens de condolências e revolta nas mídias sociais.
Agindo de forma rápida e eficiente, o Departamento
de Homicídios chegou a dois menores, moradores do bairro Morada Nova, na tarde
de domingo, 22/10/2017, através de alguns pertences encontrados no local do
crime. Segundo o depoimento dos apreendidos, o objetivo era roubar o carro de “Sandrinho”.
O Veículo foi encontrado na Vila Santa Fé, sendo enviado posteriormente para
Delegacia de Polícia Civil de Marabá. “Esta alegação deles é uma mentira descarada,
esse crime possui marcas de ódio e homofobia”, argumentou Noé Lima, um dos mais
abatidos com a morte de Sandro Martins.
De acordo com amigos mais próximos, Sandro não mantinha um relacionamento afetivo fixo com um dos
envolvidos. Os encontros aconteciam de forma casual, próprio de duas pessoas
solteiras, mas o menor sempre dizia ter 19 anos, fingindo ser maior de idade. “Um
dos apreendidos deve ter dormido de forma sorrateira no sofá da sala”,
argumentam os amigos, porque a vítima não mantinha relacionamento com menor de
idade. Ele era muito cauteloso e responsável. Alguns colegas afirmam ainda que o
assassinato de ‘Sandrinho” foi premeditado porque existem indícios de que a
faca utilizada no crime, foi escondida no sofá da sala.




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