Vítimas da sociedade
Amanhã, 15/10/2017, deve se comemorar o Dia do
Professor, mas nas condições em que esse profissional trabalha hoje e é visto pela
sociedade, acho que não tem muito o que se festejar, não. Segundo relatório da OCDE, o Brasil gasta anualmente U$$
4.318,00 por estudante, desde o ensino fundamental até o superior, mas a média
da OCDE é de U$$ 9.317,00, ou seja, o país precisa investir o dobro para
melhorar a qualidade da educação. O problema é que o pagamento dos professores
é feito com esse recurso. O salário do professor se torna refém dessa
verba. Como resultado, os dados do MEC em 2015 apontam para um déficit de 170
mil professores na educação básica.
Construção, reforma e
ampliação de escolas, merenda escolar, transporte escolar e demais gastos com a
educação também saem dessa mesma fonte pagadora. Quando faltam recursos,
corta-se no salário dos trabalhadores da educação. O dinheiro repassado pela
união nunca é suficiente para os governos municipais e estaduais construírem a
estrutura física das escolas adequada nem aumentar o salário dos educadores. O
problema está na forma de financiamento da educação no Brasil. Enquanto o
Congresso Nacional não mexer nessa “caixa preta”, ficaremos na pindaíba o tempo
todo. A União precisa aumentar o repasse de recursos.
Agredidos, amedrontados,
cansados, mal formados, sobrecarregados e desrespeitados estão todos os
educadores de escola pública no Brasil. Do Oiapoque-AP ao Chuí-RS, o quadro é o
mesmo. Ninguém suporta mais ser professor nesse país. Os alunos são os mais indisciplinados
e violentos do mundo, conforme pesquisa da OCDE,
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), realizada em
2013. Para piorar a situação, as próprias famílias incentivam os alunos a
desrespeitar e agredir os educadores. Chega.



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