Um terço dos brasileiros não sabe em quem votar para presidente

A última pesquisa publicada pelo IBOPE, em 29/10/2017, mostra 35% dos brasileiros com tendência a votar no Ex-Presidente Lula. Esse número aponta que os partidos ideologicamente ligados à esquerda no Brasil, ainda possuem uma quantidade significativa de eleitores. Os escândalos de corrupção levaram vários caciques do Partido dos Trabalhadores, PMDB e outras agremiações para prisão, mas isso não foi suficiente para impedir a preferência do eleitorado por Lula. Até mesmo o impeachment de Dilma Roussef não afetou mortalmente a candidatura do Ex-Presidente. O eleitor simpatizante da esquerda não ver a condenação de Sérgio Moro imposta a Lula aplicada com isenção e imparcialidade, pois faltam provas concretas.
Jair Bolsonaro apareceu com 13% de aceitação, fruto de um discurso extremista, inspirado em Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Essa estratégia não está funcionando, pois seu crescimento nas últimas pesquisas está muito acanhado, para não dizer pífio. Bolsonaro está herdando da classe média a rejeição de PSDB e PMDB imersos na “lama da corrupção”. Ele é visto como vindo “do meio” da direita brasileira. A baixa aceitação de Bolsonaro reflete o conservadorismo do eleitor brasileiro e a oposição ferrenha de partidos defensores das chamadas “minorias sociais” devido a seu discurso segregador. Ultimamente ele vem tentando mudar alguns posicionamentos radicais, mas o eleitor não está percebendo essa “guinada mais para o centro" do Ex-Militar.
Adotando uma “postura mais de centro direita”, aparecem Geraldo Alckmin e João Dória, tentando se “descolar” dos problemas de corrupção no PSDB, eles miram um eleitorado não adepto de uma ideologia esquerdista moderada de Lula nem extremista de Bolsonaro. Entretanto, Dória se perdeu em uma gestão ruim em São Paulo, ajudado por uma arrogância típica de um “marinheiro de primeira viagem”, além de querer “passar a perna” em seu criador Alckmin. Os dois candidatos juntos somam apenas 9% da preferência dos eleitores. A trajetória política do governador paulista nunca convenceu o eleitor a elegê-lo presidente do país.
Os 8% de Marina Silva, na pesquisa IBOPE, refletem o sumiço de uma candidata que só aparece em época de eleição. A Ex-Seringueira não consegue turbinar sua imagem para convencer o eleitor, durante o interstício eleitoral, a votar nela. Nem essa corrupção enorme envolvendo os candidatos que a derrotaram nas últimas eleições, fez o eleitor ser convencido da viabilidade de Marina Silva. Diante de tudo isso, a pesquisa IBOPE mostra que 18% dos eleitores votariam em branco ou nulo e 5% não sabem em quem votar ou não responderam. Sem falar nos 11% dos candidatos “nanicos” que podem migrar o voto para candidatos mais conhecidos. A esquerda radical representada por PSOL, PC do B, PSTU, entre outras siglas partidárias menores atingem 1% das intenções de voto, ou seja, praticamente, 34% dos eleitores estão à procura de um candidato para presidente em 2018.

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