Um terço dos brasileiros não sabe em quem votar para presidente
Jair Bolsonaro apareceu com 13% de aceitação, fruto de um discurso extremista, inspirado em Donald Trump, presidente
dos Estados Unidos. Essa estratégia não está funcionando, pois seu crescimento
nas últimas pesquisas está muito acanhado, para não dizer pífio. Bolsonaro está
herdando da classe média a rejeição de PSDB e PMDB imersos na “lama da corrupção”.
Ele é visto como vindo “do meio” da direita brasileira. A baixa aceitação de
Bolsonaro reflete o conservadorismo do eleitor brasileiro e a oposição ferrenha
de partidos defensores das chamadas “minorias sociais” devido a seu discurso
segregador. Ultimamente ele vem tentando mudar alguns posicionamentos radicais,
mas o eleitor não está percebendo essa “guinada mais
para o centro" do Ex-Militar.
Adotando uma “postura mais de
centro direita”, aparecem Geraldo Alckmin e João Dória, tentando se “descolar”
dos problemas de corrupção no PSDB, eles miram um eleitorado não adepto de uma
ideologia esquerdista moderada de Lula nem extremista de Bolsonaro. Entretanto,
Dória se perdeu em uma gestão ruim em São Paulo, ajudado por uma arrogância
típica de um “marinheiro de primeira viagem”, além de querer “passar a perna”
em seu criador Alckmin. Os dois candidatos juntos somam apenas 9% da preferência
dos eleitores. A trajetória política do governador paulista nunca convenceu o
eleitor a elegê-lo presidente do país.
Os 8% de Marina Silva, na
pesquisa IBOPE, refletem o sumiço de uma candidata que só aparece em época de
eleição. A Ex-Seringueira não consegue turbinar sua imagem para convencer o
eleitor, durante o interstício eleitoral, a votar nela. Nem essa corrupção enorme
envolvendo os candidatos que a derrotaram nas últimas eleições, fez o eleitor
ser convencido da viabilidade de Marina Silva. Diante de tudo isso, a pesquisa IBOPE
mostra que 18% dos eleitores votariam em branco ou nulo e 5% não sabem em quem
votar ou não responderam. Sem falar nos 11% dos candidatos “nanicos” que podem
migrar o voto para candidatos mais conhecidos. A esquerda radical representada
por PSOL, PC do B, PSTU, entre outras siglas partidárias menores atingem 1% das intenções de voto, ou seja,
praticamente, 34% dos eleitores estão à procura de um candidato para presidente em 2018.




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