Economia Brasileira dá sinais de recuperação
Amargando uma crise econômica e financeira sem
precedentes, finalmente surgem alguns sinais, dando conta de que o pior já
passou. A pior crise econômica da história do Brasil, teve início em 2014, causou
uma forte recessão econômica, havendo um recuo no PIB (Produto Interno Bruto)
por dois anos consecutivos, 3,8% em 2015 e 3,6% em 1016, provocando uma taxa de
desemprego na ordem de 13,7 milhões de trabalhadores. Como consequência,
instalou-se uma crise política, ocorreram vários protestos pelo país,
culminando no impeachment de Dilma Rousseff,
assumindo em seu lugar o atual presidente Michel Temer. Para aprofundar a
crise, muito antes, o Poder Judiciário, através da Operação Lava Jato, começou
a prender políticos e empresários poderosos, acusados de corrupção.
No primeiro trimestre de 2017, o PIB cresceu 1,3% em
relação ao primeiro trimestre de 2016, sinalizando a retomada do crescimento
das atividades econômicas no Brasil. Já no segundo trimestre, a
variação do PIB foi de 0,7%, percentual decorrido da variação de
bens e serviços produzidos no Brasil. Mesmo tendo crescido apenas 0,1% no
terceiro trimestre, a área comandada por Henrique Meirelles, Ministro da
Fazenda, vê claras indicações da volta do crescimento econômico. No total, o
avanço da economia nos 9 primeiros meses de 2017 foi de 1,4% em relação ao mesmo período do
ano passado, acumulando alta de 0,6% ao ano. Nessa base de comparação, a Agropecuária
cresceu (14,5%), mas a Indústria recuou (-0,9%) e Serviços (-0,2%), acumulando
queda em comparação aos números de 2016.
“Surfando na onda do otimismo”, ontem, 26/12/2017,
Ana Paula Vescovi, Secretária do Tesouro Nacional, afirmou que a meta fiscal de
R$ 159 bilhões de déficit, aprovada pelo Congresso Nacional, será cumprida com
folga. Na soma dos 11 primeiros meses de 2017, mesmo com o pior desempenho da
história do país, um déficit de R$ 101,9 bilhões está dentro da meta autorizada
pelo Legislativo Brasileiro. O governo registrou um superávit primário da ordem
de R$ 1,348 bilhão, números que vêm indicando um leve equilíbrio entre receita
e despesa na máquina pública. Infelizmente, para chegar ao chamado “não gastar
mais do que arrecada”, foram retiradas conquistas dos mais pobres como
comprovam a piora nos indicadores da saúde, moradia e educação, assim como
cortes no salário do trabalhador. Como diz minha mãe: “a corda sempre
arrebenta do lado mais fraco”.
Fonte:
gráficos extraídos do portal g1.globo.com



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