Professor – Profissão de Miseráveis
A cena do professor Sílvio de Oliveira Alves, 54, pedindo
esmola na rua Felicíssimo Cardoso na Barra da Tijuca (RJ), ontem, 21/12/2017,
chocou a população não somente pelo fato dos salários atrasados no estado do Rio
de Janeiro, essa situação degradante representa as péssimas condições sociais
da maioria dos docentes da educação básica do Brasil. Ganhando um salário
miserável, sem casa própria e meios de transporte particular, um dos
profissionais mais importantes do país está comendo o “pão que o diabo amassou”,
nos últimos anos. Para viver um pouco melhor, vários trabalham em três turnos ou em atividades fora da docência para complementar o orçamento mensal.
Entregadores de panfletos, vendedores de água e
pedintes são comuns nos semáforos, mas encontrar um educador nessa situação,
evidencia o patamar de miserabilidade que se encontra a profissão de professor
no país. O Governo Federal é o maior culpado porque, no sistema de
financiamento da educação, a União é quem arrecada os impostos em todo o país e
faz a distribuição para os estados e municípios. O problema é que “o repasse mensal
do recurso, mal paga a folha salarial”, investir em melhorias na estrutura
física nem pensar.
As prefeituras não são as únicas culpadas,
vejo a União como principal “algoz” dessa atividade tão valorizada no passado e
em vários países mundo afora, mas que hoje está “empurrando” seus profissionais
para linha da pobreza no Brasil. Nenhuma profissão embalava mais o sonho de
crianças e adolescentes no passado, mas hoje existe um déficit de mais de 170
mil professores na educação básica. Salários baixos, assassinatos, agressões, desvalorização
social e péssimas condições de trabalho são as principais causas da
marginalização da mais importante profissão para vida do ser humano.



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