A juventude e o “gosto” pela morte

A sociedade está percebendo que os jovens,  hoje em dia, “não temem morrer mais cedo”. A juventude sabe que o “fim” de quem se envolve com o tráfico de drogas, crime organizado, furtos e roubos é ser assassinado “sem dó nem piedade”. Se eles são conhecedores dessa morte precoce, por que entram nesse submundo do crime, cruel e sem volta? A resposta pode estar na perca de alguns valores familiares, religiosos e na busca em atender a um consumismo desenfreado, pois dizer que somente a pobreza é a principal culpada, não é verdade. Além desses fatores, um código penal benevolente demais e um Estatuto da Criança e do Adolescente ineficaz criaram um “território onde tudo se pode fazer” na cabeça dos jovens brasileiros.
Onde se ouve falar em crimes, quase sempre existe a presença de um jovem entre 15 a 29 anos. Em 2014, 25.255 foram mortos por arma de fogo. Um aumento de quase 700% em relação aos dados de 1980. Essa estatística coloca o Brasil em 10º lugar no ranking mundial, conforme o “Mapa da Violência” lançado na Câmara dos Deputados em 15/02/2017. Afinal, qual a origem de tantos crimes praticados por jovens? Existem várias teorias, porém nenhuma consegue explicar o nascedouro de todos os crimes. Há quem explique o comportamento criminoso do ponto de vista biológico, a chamada Frenologia, existe a teoria da ligação com a psique do indivíduo, linha de Sigmundo Freud, a genética também determinaria o comportamento criminoso, além das conhecidas péssimas condicionantes sociais como a falta de saúde, educação, moradia e emprego.

Em Marabá, eles “morrem diariamente como moscas”, mas “nascem como mosquitos” e cada vez mais perversos e violentos. Os vídeos horripilantes que circulam nas redes sociais, onde “tribunais do crime” mostram execuções a tiros, facadas, decapitações, enforcamentos e esquartejamentos não amedrontam nem um pouquinho essa juventude extraviada. Ao contrário, parece que servem como “estimulantes criminosos”, pois a cada dia surge um “projeto mirim” de futuros bandidos e delinquentes. Atribuir à miséria e aos problemas sociais existentes no Brasil esse gosto pelo comportamento criminoso dos jovens, não é inteligente, estamos tentando “tapar” o sol com a peneira, pois os 10 primeiros países onde mais se mata jovens de 10 a 19 anos no mundo, conforme números apresentados pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância) e OMS (Organização Mundial da Saúde), em 31/10/2017, nenhum pertence ao continente africano, onde se localizam as nações mais pobres do mundo. “Acorda sociedade hipócrita”.

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