Chacina deixa 14 mortos na madrugada de ontem

Atiradores matam 14 pessoas na casa noturna chamada “Forro do Gago” na madrugada de sábado, 27/01/2018, por volta de 1h 30mim, no bairro de Cajazeiras, periferia de Fortaleza, Ceará. A autoria da maior chacina ocorrida no estado foi atribuída à facção criminosa GDE (Guardiões do Estado), ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), contra membros do Comando Vermelho (CV), facção criminosa que domina os presídios no Ceará. Segundo fontes não oficiais, o evento era promovido pelos integrantes do Comando Vermelho e, pouco tempo depois, começou a circular nas redes sociais um vídeo gravado por detentos em um presídio cearense, prometendo vingança contra membros do GDE e PCC. Ao mesmo tempo, circulava outro vídeo com integrantes do GDE comemorando o “sucesso da chacina”, utilizando fotos dos mortos.
De acordo com Reginauro Sousa, Presidente da APS (Associação dos Profissionais da Segurança Pública do Ceará), 15 homens fortemente armados, chegaram ao “Forró do Gago”, em três carros, atirando nas vítimas de forma aleatória. Até um motorista do aplicativo Uber que foi ao local deixar um passageiro e um vendedor de cachorro-quente foram assassinados pelos bandidos. A disseminação das facções criminosas pelos presídios do Brasil vem transformando em “fichinha” as chacinas ocorridas nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, diante do tamanho dos massacres ocorridos nas casas de detenção do Norte e Nordeste. Ainda ontem, 27, a Polícia Civil divulgou a prisão do primeiro suspeito de participação no massacre. Oito sobreviventes continuam internados.
A matança no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 1/1/2017, onde 56 presos foram executados, a rebelião na Penitenciária de Alcaçuz, Rio Grande do Norte, com 26 mortos e o massacre ocorrido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, zona rural de Boa Vista, Roraima, em 6/01/2017, com 33 mortes, dão a dimensão do “tamanho do problema” nos presídios do país. Além do amplo domínio em presídios brasileiros do PCC e CV, facções criminosas como GDE e FDN (Família Do Norte), dominam as penitenciárias das regiões Norte e Nordeste, aliando-se a uma delas ou agindo isoladamente, utilizando-se de massacres horríveis para se impor e obter o domínio de presídios ou pontos de venda de drogas. O temor de vingança ronda a capital do Ceará.

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