Existe a forma urbana e a silvestre da febre amarela?
Nos
últimos meses, o brasileiro tem acompanhado, com preocupação, as centenas de
casos de febre amarela em vários estados do Brasil. Os mosquitos Haemagogus e o Sabethes voltaram a fazer vítimas pelo país. Segundo
dados do Ministério da Saúde, entre julho de 2017 e até 23 de janeiro de 2018, existem
130 casos confirmados, 162 casos em investigação e 53 mortes. São Paulo, Minas
Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal são os estados mais afetados pela febre amarela. A forma silvestre da
doença nunca deixou de infectar as pessoas e a região Norte é considerada área
de risco, logo tomar a vacina é fundamental.
Ao
contrário do que muita gente imagina, não existe a febre
amarela urbana e a febre amarela silvestre. A doença é uma só,
ela se diferencia apenas no modo de transmissão. A febre amarela
silvestre é transmitida pelos mosquitos (Haemagogus e
o Sabethes) que vivem nas matas e na beira dos rios.
Estes mosquitos picam macacos contaminados e depois picam pessoas que
adoeceram. Por isso, há relato de mortes de macacos nas regiões acometidas. O
Brasil está passando por um surto de febre amarela
silvestre.
O
último caso de febre amarela urbana diagnosticado no Brasil, ocorreu
em 1942 no estado do Acre. A forma urbana
da doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, zica e chikungunya.
Portanto, a transmissão hoje em dia ocorre apenas de macacos infectados para
humanos, mas se a febre amarela urbana
retornar ao país, estaremos perdidos, porque o Aedes aegypti está presente em todos os municípios brasileiros, uma
epidemia seria uma catástrofe humana. "Prevenir é a melhor solução para a febre amarela urbana não chegar aos centros urbanos".



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