Morte de cartorário continua sem solução em Novo Repartimento
Após oito dias, a Polícia Civil ainda não se pronunciou a respeito do andamento das investigações
sobre o sequestro e execução de OTAVIANO
CALDAS, empresário, titular do Cartório Extrajudicial da cidade de Novo
Repartimento (PA), região Sudeste do Estado. O cartorário foi sequestrado do interior de sua fazenda, localizada a três km da Sede do Município, por
volta de 20h 30min, de quarta-feira, 31/1/2018, por dois homens fortemente
armados, após trancar os funcionários em um banheiro e fugirem na camionete do
próprio empresário. O corpo foi desovado na Vicinal 45, Rodovia Transamazônica,
sentido Marabá e encontrado ainda na madrugada de 1/2/2018.
O modus operandi utilizado pelos assassinos
forneceu indícios para polícia de um possível crime de pistolagem. Por se
tratar de uma “pessoa do bem”, o assassinato do empresário chocou a população
do município de 73 mil habitantes. Logo após a
execução de Otaviano Caldas, levantou-se a hipótese dele ter sido vítima de
latrocínio (roubo seguido de morte), devido ao fato do mesmo ser responsável e
idealizador do Projeto Construir: Uma Cidade Planejada, uma espécie de condomínio
fechado e de alto padrão, fato que teria chamado a atenção dos ladrões, outra possibilidade especulada seria um sequestro com pagamento de resgate.
No entanto, com o passar
dos dias, começou a circular, “à boca pequena”, em Novo Repartimento e nas
vilas vizinhas à sede do município, que a história não seria bem essa de um
latrocínio ou sequestro. Segundo informes, Otaviano Caldas teria sido procurado por um
grande grileiro de terras da região, dias antes de sua morte, para fraldar um
documento, dando legalidade a uma “grande área de terra devoluta”, localizada
no domínio territorial de Novo Repartimento. Como era um cartorário que
trabalhava, seguindo as leis, a possível recusa em fornecer o documento, teria
custado a vida do empresário. Se essa suspeita se confirmar, como diz o ditado popular: “Será
o fim da picada”. Cabe à polícia desvendar esse crime chocante.



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