Origem dos massacres nos Estados Unidos

Após Nikolas Cruz, 19 anos, matar 17 pessoas, ferir outras 12 com um rifle automático AR-15, na escola Marjory Stoneman  Douglas, na cidade de Parkland, Flórida, nos Estados Unidos, depois, sair do local do massacre, tranquilamente, em meio aos alunos, passar em uma loja, comprar bebidas, sentar-se em uma lanchonete do McDonald’s e depois sair andando pelas calçadas, como se nada tivesse acontecido, não pode ser atribuído somente à liberdade de se comprar armas no país por qualquer cidadão. Existem fortes indícios de uma psicopatia social acometendo o povo americano.
Somente em 2013, foram 200 ataques com uso de arma de fogo. Cerca de 40% dos americanos defendem o uso de arma pelo cidadão comum, mas existem cerca de 270 milhões de arma de fogo nas mãos do povo dos Estados Unidos, segundo levantamento do Pew Research Center. Desde 1982, 90 ataques matando 4 ou mais pessoas, aconteceram nos Estados Unidos da América. O país lidera o ranking de mortes por de arma de fogo entre os países desenvolvidos. Foram 11 mil assassinatos em 2016. Devido ao lobby da indústria armamentista, os políticos rejeitam mudar a Constituição Federal para restringir o uso de armas. Pelo contrário, como a maioria dos ataques acontece em escolas, querem armar os professores para defender os alunos e a si mesmos. Uma loucura sem limites.
Esse fenômeno começou em 1948, na cidade de Camden, Nova Jersey, o ex-miliatar Howard Unruh disparou contra os vizinhos, matando 13 pessoas. Como acontece um grande número de massacres, a tese mais aceita é o fácil acesso a armas de fogo, depois surge a influência da mídia com os autores dos massacres “fazendo o dever de casa”, inspirando-se em outros atentados mais famosos. Há quem defenda a ideia de haver uma competição macabra entre os atiradores, para ver quem mata mais pessoas em menos tempo. Dylan Klebold, um dos atiradores do ataque à escola Columbine, em Littleton, estado do Colorado, em 1999, descreveu seu objetivo: “O maior número de mortes da história dos Estados unidos”. Esse é um jeito doentio de se buscar a glória, querem ficar conhecidos após a morte.
A tese defendida por Donald Trump, presidente americano, atribuindo aos imigrantes orientais ou muçulmanos a origem dos atentados no país e no mundo, não é verdadeira. Segundo a rede de TV CNN, dos 78 grandes atentados ocorridos no mundo ocidental desde setembro de 2014, apenas 13 terroristas foram identificados como provenientes do Oriente, portanto a doença letal está arraigada ao mundo ocidental de maioria cristã. Países que sofreram massacres como Reino Unido, 1997, Austrália, 1996, Noruega, 2011, e Alemanha, 2009, endureceram as penas para autores de atentados. Cabe ao povo americano encontrar a saída para acabar com esses massacres brutais e uma delas é diminuir o acesso à arma de fogo. A história de outros países comprova essa teoria.

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