Portadores de Lupus não podem sacar o FGTS
O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES), popularmente conhecido como “Lupus”, é uma doença inflamatória
crônica, multissistêmica, proveniente de causa desconhecida e de natureza autoimune.
Atinge cerca de 5 milhões de pessoas no mundo. O termo “Lupus” foi
usado pela primeira vez pelo médico italiano Rogerius, no Século XII, significa
lobo em latim, para descrever lesões
faciais erosivas que observou em algumas das pessoas que atendia durante as
consultas. Sintomas como dores musculares, dores articulares, fadiga e
acometimento do Sistema Nervoso Central são frequentes. No mundo, o dia 10 de
maio foi escolhido com o Dia Mundial de Luta contra o Lupus.
A
enfermidade é oportunista e se aproveita de estados emocionais e físicos nos
quais o corpo fica mais vulnerável, como ocorre em situações de separação,
demissão de emprego, luto, emagrecimento excessivo ou privação do sono. A
doença é mais comum entre mulheres de 15 a 40 anos e pode levar a óbito. Por
ser autoimune, ela não é transmissível, pode se manifestar através de exposição
ao sol, uma carga excessiva do hormônio estrogênio, estresse físico ou
emocional contínuo. A literatura médica afirma que a doença é bastante rara,
mas possuidora de riscos que podem levar a óbito.
No Brasil, em
2013, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) acatou um
pedido do Ministério Público Federal para incluir o Lupus Eritematoso Sistêmico na lista de enfermidade que dá direito ao
saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), previsto na Lei Nº
8.086/90 como acontece com a AIDS, câncer, alienação mental, doença de
Parkinson entre outras doenças, mas a Caixa Econômica Federal, gerenciadora do recurso, recorreu da decisão. Desde 2014, o Projeto de Lei Nº 198, de autoria
do Senador Pedro Taques (PDT/MT), está em tramitação, visando a conceder direito
ao saque do FGTS. Ele foi aprovado no Senado Federal e atualmente se encontra
parado na Câmara dos Deputados à espera da votação das 14 emendas propostas pelos deputados. Os
portadores da enfermidade solicitam empenho de deputados e senadores no sentido
de aprovar essa lei o mais rápido possível.



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