Sistema Judiciário acuado no Brasil
Os
erros técnicos na aplicação de sentenças pelo judiciário brasileiro, para mais
ou para menos, ao lado de casos de corrupção, devidamente comprovados, como o
do ex-juiz federal João Carlos da Rocha Matos, preso por venda de sentenças e
lavagem de dinheiro e do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, condenado por desvio
de recursos públicos, da construção da sede do Fórum Trabalhista de São Paulo, eram
vistos como casos isolados de desvio de conduta, como ocorre em qualquer
profissão, mas o modus operandi do
Juiz titular da Operação Lavajato, Sérgio Moro, vem expondo o judiciário
brasileiro como nunca ocorreu antes. Ao lado dele, a maneira arrogante do
procurador da república Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lavajato, também
ajuda a colocar a justiça na alça de mira dos críticos.
No
Brasil, o povo sempre tem pena do “coitadinho”. A classe média vem apoiando
efusivamente todas as ações de Sérgio Moro, mesmo que elas sejam duramente
contestadas, como aconteceu com a condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula
da Silva. Já a camada mais pobre da população assumiu “as dores” de Lula e
passou a criticar severamente a imparcialidade de Moro através das redes
sociais. Para piorar ainda mais, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar
Mendes, revogou algumas prisões e foi duramente criticado, mas respondeu no
mesmo tom. Além disso, Gilmar Mendes não tem “papas na língua” e vive às turras
com o também Ministro Luís Roberto Barroso, expondo as vísceras do Supremo Tribunal
Federal.
A
postura arrogante exposta na fala dos três desembargadores do TRF-4, ao
aumentar a pena do ex-presidente Lula, botou mais lenha na fogueira e ajudou a
aumentar a ira dos que criticam a justiça brasileira. Ao ser flagrado recebendo
auxílio moradia de forma irregular, contrariando uma resolução do Conselho
Nacional de Justiça, o juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, algoz de Sérgio
Cabral, bateu boca com internautas e apagou seu perfil no twitter. Esses
episódios vêm desgastando sistematicamente a imagem da justiça no Brasil. Ontem,
1/2/2018, juízes, desembargadores, procuradores e promotores de justiça fizeram
uma manifestação em Brasília para manter o benefício chamado auxílio moradia no
valor de R$ 4.373,77 para categorias que os salários giram em torno de 30 mil
reais. A sociedade vem chamando o protesto de “grito dos privilegiados”, fazendo
duras críticas ao mesmo.
Investidas
do PT contra as decisões sobre o saco Lula contribuem para macular a imagem do
judiciário perante a sociedade. As ações desastradas do Ex-Procurador Geral da República,
Rodrigo Janot, e seu assessor Marcelo Miller no caso da obscura delação
premiada da JBS, envolvendo os irmãos batistas, não foi bem vista por parte do
povo. Vira e mexe, procuradores e magistrados se manifestam sobre processos
fora dos autos através da imprensa, irritando advogados e réus. Além disso, a crise política e econômica criou
um vácuo de poder no país. Essa lacuna está sendo preenchida por procuradores e
juízes, logo as mazelas existentes no sistema judiciário passaram a ser expostas
pela sociedade, como acontece com a classe política. “Quem sobe na crista da
onda, corre risco de ser torpedeado”. Protagonismo judiciário nunca foi bom em
nenhum lugar do mundo.




Post a Comment