Vendedores autorizados denunciam venda clandestina de gás em Marabá
Os
constantes prejuízos causados pelos vendedores clandestinos de Gás Liquefeito de
Petróleo (GLP), popularmente conhecido como “gás de cozinha”, aos donos
de depósito e comerciantes autorizados a vender o GLP em Marabá (PA), fez com
que houvesse denúncias no Ministério Público, Corpo de Bombeiros e Secretaria
Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), solicitando medidas dos órgãos de controle
para se combater a venda clandestina de gás de cozinha na cidade. De acordo com
os denunciantes, o comércio clandestino de GLP em Marabá se alastrou praticamente
por todos os bairros e vilas da zona rural.
Ontem,
23/2/2018, o site da prefeitura de Marabá anunciou a apreensão de 47 botijões, no
bairro Nova Marabá, em decorrência de uma denúncia anônima. O proprietário do
estabelecimento teve o material recolhido e foi multado em 10 mil reais, por
infringir o Art. 56 da Lei de Crimes Ambientais Nº 9.605/1998. Na operação, a Secretaria
Municipal de Meio Ambiente contou com o apoio do Grupamento de Proteção
Ambiental (GPA) da Guarda Municipal de Marabá. Os recipientes foram entregues a um
depósito autorizado, para ficar como fiel depositário, até a conclusão do processo
administrativo quando será conhecida a destinação final dos botijões. SEMMA e GPA anunciaram intensificação nesse tipo de operação.
No Brasil, existe um
histórico de grandes tragédias provocadas pela venda clandestina de gás de cozinha
como a ocorrida em um restaurante na cidade de São Cristóvão (RJ), em 2011,
matando 3 pessoas e ferindo outras 17. A Associação Brasileira dos Revendedores
de GLP, ASMIRG-BR, acusa a Agência Nacional do Petróleo (ANP) de ter perdido o
controle sobre a venda de gás de cozinha. Os órgãos de fiscalização de Marabá
deverão combater essa prática clandestina não apenas para ajudar os
revendedores autorizados, mas também para se evitar tragédias de grandes
proporções. “O seguro morreu de velho e o
desconfiado ainda é vivo”, diz a sabedoria popular.



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