Comunidade escolar faz reforma emergencial na escola Plínio Pinheiro
Ano letivo suspenso
Há
um mês sem aula, cansados de esperar pela Secretaria Estadual de Educação e
pela 4ª Unidade Regional de Ensino, o cumprimento da promessa, feita em 2017,
pela Secretária Executiva de Educação, Ana Cláudia Hage, e pela Diretora da 4ª
URE, Alcinara Jadão, de reformar o prédio, os integrantes da ESCOLA ESTADUAL PLÍNIO PINHEIRO resolveram,
eles mesmos, fazer os reparos emergenciais na estrutura física da unidade de ensino,
visando ao início do ano letivo.
Preocupados
com o atraso do início das aulas e o prejuízo sofrido pelos alunos, os
professores iniciaram ações para resolver os problemas estruturais do prédio.
Sem perspectivas de ajuda por parte do governo do estado, os próprios
educadores subiram no telhado da escola para identificar a causa do
desmoronamento do teto. “Um estado rico
como o Pará não pode tratar a educação com um descaso dessa magnitude”,
reclamavam os docentes. Para a escola funcionar, além do telhado, os banheiros
passaram por reparos, alguns quadros foram substituídos e as carteiras consertadas.
A rede elétrica também recebeu alguns ajustes.
Cientes
do descaso da SEDUC, uma equipe composta por vários alunos se prontificou a
ajudar nas mais variadas tarefas de recuperação do espaço escolar. Lixar e pintar
o interior das salas de aula passou a ser prioridade. Lavar o piso das salas, recuperar
carteiras e lavar o pátio da escola foram tarefas realizadas pelos discentes. Um
exemplo inequívoco de cidadania e de protagonismo estudantil foi presenciado
durante a semana de trabalho na unidade de ensino. O empoderamento para preservação
das melhorias realizadas passou a ser “a palavra de ordem” entre os estudantes.
Parceiro
da gestão da escola, o Conselho Escolar, principalmente o presidente, Prof.
Ronildo Sales, sempre esteve à frente das ações para se buscar solução voltadas
para início do ano letivo. Além disso, ele utilizou praticamente todo o recurso
existente na conta do Conselho Escolar para comprar material de construção e
material elétrico, usados durante os trabalhos emergenciais. Esse dinheiro tem
que ser reposto pela SEDUC porque a finalidade do mesmo não é para comprar esse
tipo de material. “A área pedagógica da
escola ficou prejudicada sem o recurso do PDDE”, afirma o presidente.
Grande
parte da família dos estudantes sempre esteve ciente a respeito dos problemas
enfrentados pela escola e do motivo do atraso do ano letivo. Eles cobraram
soluções, participaram de protestos, frequentaram as reuniões para se tratar
dos próximos passos a serem dados ou ajudaram na busca de prédios para aluguel com
o objetivo mudar a escola de lugar. A última participação ocorreu sexta-feira,
2/3/2018, em reunião realizada na escola Judith Gomes Leitão quando foi realizada
uma visita pelos pais à escola Plínio Pinheiro e foi deliberado sobre o retorno
das aulas, hoje, 5/3/2018, em conjunto com alunos e servidores.
“A luta pela reforma da escola e
adequação do prédio para funcionar o Ensino de Tempo Integral vai continuar”, afirma a
comunidade escolar. Para a maioria deles, foram realizadas apenas ações paliativas.
A Secretaria Estadual de Educação tem que reformar e adequar o prédio para a
nova modalidade de ensino integral. Segundo informes, uma equipe de professores
entrou em contato com o prefeito de Marabá, Sebastião Miranda, através do vereador Pedro Correa, solicitando os
serviços de emergência no prédio, mas o gestor teria se negado a fazer o serviço
porque a escola é de responsabilidade do governo do estado do Pará. Notícias
sobre o andamento do processo de licitação para reforma da unidade escolar, “ninguém
sabe, ninguém viu”. A comunidade escolar está atenta, a luta pela reforma vai continuar.






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