Grupo de mulheres ligado ao MST ocupa parque gráfico do Jornal O Globo

A convivência entre as organizações Globo, o Movimento Sem Terra e outros movimentos sociais nunca foi pacífica, mas a situação ficou mais tensa após a cassação da ex-presidente Dilma Rousseff e a condenação, em 2ª instância, do ex-presidente Lula. O MST acusa a Globo de ser a “mentora intelectual do golpe parlamentar” que retirou o mandato de Dilma e de praticar uma campanha difamatória e inquisidora contra Luís Inácio Lula da Silva, visando a impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais em 2018. Nesta quinta-feira, 8/3/2018, aconteceu mais um capítulo dessa queda de braço: a invasão do parque gráfico do Jornal o Globo, em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.
Pela manhã, um grupo de cerca de 400 integrantes do MST, a maioria mulheres, invadiu o setor gráfico do jornal O Globo, fizeram pichações nas janelas, conjuntos de sofá, pisos e paredes. O MST afirma que 800 mulheres participaram da ocupação. Não houve resistência por parte da segurança, devido a quantidade de pessoas. Segundo a polícia militar, os manifestantes desocuparam o local meia hora depois. Não houve nenhum ferido. O grupo teria chegado ao bairro em 10 ônibus fretados.
Foram vistos participando da ação, o Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento Sem Terra, Movimento dos Pequenos Agricultores e Levante Popular da Juventude. Moradores de algumas comunidades do Rio de Janeiro também foram vistos, entrando no parque gráfico do jornal o Globo. De acordo com lideranças do MST, a invasão faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, ocorreu também em outras cidades do país, invadindo outros alvos previamente selecionados. Se Lula for preso e impedido de disputar a eleição, a tendência será recrudescer essa briga.

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