Anapú – Padre Amaro continua preso
O
Padre José Amaro Lopes de Souza, sucessor de Dotorothy Stang, foi preso no dia
27/3/2018, na cidade de Anapú, Oeste do Pará, acusado de associação criminosa,
esbulho possessório, ameaça, extorsão, constrangimento ilegal, assédio sexual e
lavagem de dinheiro. Pessoas ligadas ao religioso e para os membros da Igreja
Católica, a prisão do padre não passa de uma armação política, orquestrada
pelos poderosos da cidade de Anapú. A Polícia Civil, ao contrário do que alega
a defesa, diz que existem documentos diversos como extratos bancários,
depoimentos, mensagens de whatssap, fotos, vídeos, no inquérito policial. A
junção de todas essas provas resultou na “Operação Eça de Queiroz” que culminou
na prisão de Padre Amaro.
Quando foi ouvido
pelo delegado titular da delegacia de Anapú, Rubens Mattoso Ribeiro, padre
Amaro negou os crimes. Contudo, para a polícia estão evidenciados os diversos
crimes praticados pelo religioso. Como exemplo, cita-se a prática de extorsão,
onde segundo apontou a investigação, o padre extorquia suas possíveis vítimas,
a pagarem uma quantia em dinheiro para que suas propriedades não fossem
invadidas. No inquérito remetido à Justiça, constam comprovantes de depósitos
bancários no valor de 10 mil, 7 mil, 4 mil e 3 mil reais em contas bancárias
ligadas ao padre, inclusive de sua irmã, Maria Célia Lopes de Sousa. Segundo os
desafetos do Padre, as provas apresentadas representam apenas a ponta do
iceberg, ele teria feito “coisas muito piores”.
Ao analisar o
conjunto probatório, o Juiz Esdras Murta Bispo, que está respondendo pela Vara
Única de Anapú, indeferiu o pedido de revogação de prisão preventiva imposta
pela defesa do Padre Amaro, no dia 11 de abril. Na decisão, o magistrado
ressalta que o minucioso trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil
reuniu provas que confrontam com a alegação da defesa quando requereu à Justiça
a revogação da prisão preventiva. “A
defesa traz alegações que tentam desconstituir os documentos, vídeos, registros
fotográficos, áudios, e oitivas colhidos no decorrer das investigações sem
apontar ilegalidade flagrante que os contamine de ilicitude ou que afaste a
presunção de veracidade que deles defluem. Os fatos sustentados pela Autoridade
Policial e que deram causa à representação pela medida cautelar estão amparados
em amplo contexto probatório”, afirmou o magistrado. Cabe à defesa de Padre
Amaro provar a inocência dele.



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