Conselho Municipal dos Direitos da Mulher esclarece polêmica com entidades LGBTI
No dia 31/3/2018, após tomarem conhecimento sobre a
realização do Seminário de Política Nacional de Atenção
Integral à Saúde LGBTI-2018, previsto para acontecer, amanhã, 4/4/2018, as
entidades que representam a comunidade LGBTI protestaram bastante, alegando não
ter participado de reuniões para organização do fórum. O primeiro convite publicado
estava assinado somente pela Prefeitura Municipal de Marabá, Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher
(COMDIM) e a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulher. Diante
da repercussão, o COMDIM solicitou a publicação a seguir:
Nota de Esclarecimento: “A presidente do COMDIM e Coordenadora da
Coordenadoria da Mulher, Júlia Maria Rosa, esclarece que o Conselho da Mulher,
Coordenadoria e Secretaria da Saúde (Coordenação de Saúde da Mulher e da
Criança) tiveram a preocupação e o cuidado de se reunir previamente com
integrantes que atuam na causa “LGBTI” para discutir a respeito da Política
Nacional de Atenção Integral à Saúde LGBTI, (momento em que o COMDIM, em função
da extensa programação do mês de março, esteve representado pela a Enfermeira: Analécia Dâmaris, a qual representava a Saúde no Conselho da
Mulher, sendo respaldada pelo Colegiado). Reafirmamos a necessidade da inserção
de entidades pertencentes ao seguimento LGBTI, para assim termos propriedade e
referência contextualizadas e confiáveis para possíveis consultorias e melhor
articulação para concretização das devidas políticas e combate ao preconceito.
Vale ressaltar que este momento seria de escuta entre os profissionais da saúde
e assistentes sociais, psicólogos e a comunidade LGBTI, com intuito de obter
subsídios para elaboração da política de saúde voltada para as Lésbicas e
Mulheres Bissexuais”.
Após os esclarecimentos do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, cabe
às entidades defensoras do público LGBTI a decisão de participar ou não do
Seminário sobre Política Nacional de
Atenção Integral à Saúde LGBTI. A Presidente da ONG, Consciência LGBT de Marabá,
Vanessa Camelo, confirmou a participação da entidade no Seminário, mesmo sem convite, mas deixou
claro que o debate deveria está sendo conduzido pelo Conselho da Diversidade
Sexual, não por entidades ligadas às mulheres, “mesmo enaltecendo a boa intenção das companheiras de luta”, disse
ela. Adla Maia, fundadora do Coletivo Empondere-se, entidade representativa de
Mulheres Lésbicas e Mulheres Bis de Marabá, também sem convite, confirmou presença no evento, mas discordando da constituição da organização. O Grupo Atitude LGBT de
Marabá não vai participar porque não foi convidado, oficialmente, segundo Noé
Lima, Presidente.


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