Hora do Judiciário provar que não está a serviço da Direita no Brasil
Símbolo da Justiça: ela
deverá ser cega e equilibrada
Os
simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vivem às
turras com o Poder Judiciário brasileiro, acusando-o de agir com parcialidade,
prendendo Lula, sem provas, a serviço de uma Ideologia de Direita,
representante de um modelo capitalista. As duras críticas são direcionadas ao
juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, e ao TRF-4, uma espécie de Segunda
Instância da Operação que vem prendendo políticos e empresários, especialmente,
àqueles ligados ao Partido dos Trabalhadores, com raríssimas exceções. Nenhum
político ligado ao PSDB foi preso, apesar dos inúmeros atos de corrupção
mostrado pela mídia, envolvendo políticos de Direita.
A
votação ocorrida, ontem, 17/4/2018, à tarde, na Primeira Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF), decidiu receber a denúncia contra o Senador Aécio Neves
(PSDB-MG) por suposta prática de corrupção passiva e obstrução de
Justiça. Com isso, o parlamentar será transformado em réu. Após a prisão de
Lula, o ambiente se tornou propício para o Poder Judiciário resgatar as
ranhuras sofridas diante da sociedade, principalmente, àquelas ligadas ao protagonismo
político dos homens e mulheres de toga. Ao mesmo tempo, os operadores da
Justiça não podem implantar uma “ditadura do judiciário”, criminalizando a
atividade política, através de condenações estapafúrdias e pirotécnicas, “jogando
pra galera”. Ao
contrário, a “balança da justiça” deverá atuar de maneira equilibrada e sem o viés ideológico.
Protagonismo e ações
político-partidárias do poder judiciário nunca deram certo em lugar nenhum do
planeta. Ao contrário, o judiciário deverá agir firme, mas de maneira discreta,
aplicar a lei de maneira isenta, passando longe do terreno movediço da
política. Uma mostra da recuperação do desgaste do Poder Judiciário, perante a
sociedade, foram os ministros do STJ Luiz Fux, Rosa Weber, Alexandre de Moraes
e Luiz Roberto Barroso, votarem a favor do recebimento da denúncia contra Aécio
Neves, pois os 4 magistrados tinham votado contra o Habeas Corpus negado a favor do ex-presidente Lula, assanhando
ainda mais a ira dos militantes de Esquerda no Brasil. “Ver para crer”.



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