Nova Base Nacional Comum Curricular afeta salário de professores

Última versão da Base Nacional Comum Curricular foi entregue pelo MEC na tarde de terça-feira (3).
A nova versão das disciplinas que passarão a compor a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para o Ensino Médio, foi entregue, ontem, 3/4/2018, para o Conselho Nacional de Educação (CNE). A primeira etapa foi destinada à reestruturação da Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Infantil e Ensino Fundamental e será implementada até o ano de 2020. O documento entregue ontem se refere às mudanças na grade curricular somente do Ensino Médio. Nesta fase, o documento apresentado passará por audiências no CNE, ainda podendo receber contribuições da sociedade, onde serão debatidas as mudanças propostas pelo Ministério da Educação. Somente após as audiências, a Nova Base Nacional Curricular será votada pelo Conselho Nacional de Educação.
Professores das áreas de Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ciências Sociais terão salário afetado.
As alterações propostas asseguram apenas as áreas de Linguagens e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias como obrigatórias nos 3 anos do Ensino Médio, as outras áreas poderão ser distribuídas ao longo de três anos e a critério das redes de ensino do Brasil. A carga horária total do Ensino Médio passará para 1.200 horas. O restante deverá ser guiado para os chamados “itinerários formativos”, ou seja, uma formação mais aprofundada em uma ou mais áreas do conhecimento ou mercado de trabalho. Os "Itinerários formativos serão desenvolvidos pelos estados e escolas. O MEC não fará a definição de itinerários, mas sim, um guia de orientação para apoiar estados e municípios". A BNCC é o documento que vai definir as diretrizes do que será obrigatoriamente ensinado nas escolas de todo o país.
Secretária Executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, entrega a nova BNCC a Eduardo Deschamps, Presidente do CNE, observada por Mendonça Filho, Ministro da Educação.
Os professores das áreas de Ciências da NaturezaCiências Humanas e Ciências Sociais Aplicadas estão com os “nervos à flor da pele”, devido a possibilidade de redução de carga horária e consequente perda salarial. O que poderá ser um avanço rumo a melhoria da qualidade da educação no Brasil, vem causando temor aos profissionais que, há anos, dedicam sua vida para a formação de cidadãos pelo país afora. “Somente quem vivencia, ano a ano, a possibilidade de redução salarial, ocasionada pela ausência de carga horária disponível, sabe o quanto é difícil lidar com essas alterações na grade curricular do Sistema de Ensino Brasileiro”, reclamam os mestres. "Professor, o sustento de sua família está em jogo, mas tornar o Ensino Médio mais atraente para os estudantes se tornou necessário na educação do país".

Observação: imagens retiradas do Portal g1.globo.com

Um comentário:

  1. O problema do ensino médio são estruturas precárias :salas saunas, sem água , sem limpeza, sem segurança , e muitos sem.... É fácil discursar e debater sem viver diariamente na prática, eu quero ver essas pessoas passarem uma semana nas saunas de aula e depois irem debater sobre o ensino médio. Trabalhamos mas por amor do que pelo salário, faz 3 anos que não temos aumento, nossas cargas horárias vem errada e não nos pagam o retroativo. O judiciário perdeu o poder, pois ganhamos na justiça mas não se aplica as decisões. É muito interessante para os políticos tirarem as áreas de Humanas do currículo do médio pois eles não querem um povo crítico e atuante, querem apenas mão-de-obra qualificada e calada para o capital internacional .😔

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