Tentativa de resgate no Presídio de Americano é recado do crime organizado ao Pará
O
assassinato de 18 policiais em 2018 no estado do Pará e a tentativa de resgate de
presos ocorrida ontem, 10/4/2018, por volta de 13 horas, no Centro de
Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), na cidade de Santa Izabel,
Região Metropolitana de Belém, onde durante o confronto entre bandidos e
policiais, morreram 21 pessoas, não é coisa de “ladrão de galinha”. Uma tentativa
de resgate de presos em um Complexo Penitenciário necessita de experiência, planejamento
prévio, recurso financeiro, material humano e armamento pesado. Os "reles"vendedores
de petecas de crack e cigarros de maconha, na Grande Belém, não possuem “cacife” para tentar
invadir um presídio.
As
facções criminosas dominantes nos presídios brasileiros chegaram de “mala e
cuia” ao Sistema Penitenciário do Pará. Além de dominar as casas penais, agora
estão tentando subjugar as forças de segurança do estado como acontece no Ceará,
Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, entre outros estados brasileiros.
Essa tentativa de invasão ao CRPP III e as constantes mortes de policiais
demonstram que o crime organizado não teme as forças de segurança do Pará. O
assassinato de 12 pessoas na Grande Belém, a maioria envolvida com o tráfico de
drogas, em 24 horas, e as 21 mortes ocorridas durante a tentativa de invasão do
presídio hoje demonstram o “poder de fogo” das facções criminosas no Pará.
O Governo do Estado,
através da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), deve reestruturar as forças policiais, modernizar o Sistema Penitenciário e investir
no serviço de inteligência, pois é inadmissível uma facção criminosa organizar
toda uma logística para invadir o Complexo Penitenciário de Americano, com uns 20 homens, e as forças de segurança do estado não ficarem sabendo nada da ação criminosa
antes que ela aconteça, isso é coisa de um serviço de inteligência amador, não por culpa dos policiais, mas devido à falta de recursos tecnológicos. O aparato policial estatal está "fazendo o que pode" para conter a onda de violência no Pará, mas as polícias precisam de recursos para se modernizar e investir na capacitação humana.



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