Greve na Educação - Fala do governo do estado do Pará
Seduc dialoga sobre temas
relevantes com sindicalistas
A
Secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage, recebeu, nesta terça-feira
(15), uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
(Sintepp), para tratar de uma agenda de questões recorrentes e relevantes da
educação, de interesse da categoria. A reunião na sede provisória da Secretaria
de Educação durou cerca de três horas e contou com a participação de
secretários adjuntos, do diretor de obras e de assessores da Seduc, além dos
sindicalistas e de oficiais da Polícia Militar. O encontro foi um momento de
inflexão da tensão entre o Sintepp e a Seduc, do qual os dirigentes sindicais
saíram dispostos ao diálogo sobre questões pontuais, entre elas, a segurança.
Ao
detalhar os temas da pauta, a secretária destacou o empenho da Seduc no setor
de obras, informando que está em curso à execução de um pacote de 100 obras de
reforma, ampliação e novas escolas. Sobre segurança, a secretária conclamou os
sindicalistas a participarem de um grupo de trabalho sobre o assunto. A reunião
contou com representantes do sistema de segurança do Pará, como o comandante
major Márcio Silva, a oficial Patrícia Batalha e o soldado Wendell Dutra, da
Companhia de Policiamento Escolar (Cipoe), da Polícia Militar. Eles foram
convidados pela Seduc para exporem as medidas de rotina da Companhia, integrada
com a Seduc.
“O problema da segurança deve ser enfrentado
por todos”, ressaltou a titular da Seduc. Ela propôs ao Sintepp fazer parte de
um Grupo de Trabalho para elaborar um Plano de Ação de Combate à Violência nas
Escolas, juntamente com a secretaria e a Polícia Militar. Ficou decidido que a
primeira reunião integrada ocorrerá dia 23, às 10h, na sede da Seduc. Ana
Claudia Hage informou que vai ser implantado um sistema de monitoramento
eletrônico em 150 escolas da Região Metropolitana e de alguns municípios com
ocorrências mais graves de segurança, já identificados.
Piso Salarial
Sobre
piso salarial da categoria, a secretária reiterou que o Governo do Estado paga
o valor referente, de acordo com a política de salários. Atualmente, a
remuneração de professor em início de carreira é maior que piso nacional da
categoria, fixado em R$ 2.455,35. O valor da remuneração do professor estadual
é maior: R$3.772,69. Com as vantagens pessoais, a média da remuneração de
professor com 200 horas chega de R$ 4.834,94, quase o dobro do piso nacional.
Sobre
a questão de acúmulo de carga horária superior a 350 horas, por servidores
lotados no Estado e em escolas municipais, Ana Claudia enfatizou que os casos
estão sendo analisados um a um, mas “não se vai se admitir, por exemplo,
professor lotado em escolas localizadas em municípios distantes um do outro, de
tal forma que seja impossível o professor cumprir as duas cargas horárias (uma
do Estado e a outra do município), por exemplo, Moju e Tailândia. “Mas, nos
casos em que o professor comprovar compatibilidade de horários, a acumulação
será aceita”, acrescentou.
Obras nas escolas
A
Secretária informou que a Seduc trabalha em 100 obras, mas pediu aos
sindicalistas que auxiliem sensibilizando os gestores a colaborar com a
conservação dos espaços que estão sendo reformados e ampliados. Algumas
questões pontuais, de escolas localizadas na Região Metropolitana, foram
detalhadas pelo Diretor de Obras da Seduc, José Miranda.
Merenda Escolar
A
questão da alimentação escolar foi outro ponto que o sindicato trouxe à
reunião. Segundo a Secretária, essa é uma questão primordial para a Secretaria
de Educação, considerando a complexidade da logística para distribuição dos
produtos às escolas. Foi informado aos presentes que a Seduc está estudando
várias alternativas para melhorar o sistema de aquisição e entrega dos
alimentos. Uma das alternativas em análise é o fornecimento de “refeição
pronta”, mediante a contratação de empresa que produza os alimentos dentro da
própria escola. A proposta da Seduc é atender, prioritariamente, com esse
modelo, as escolas de Tempo Integral – anunciou a secretária. Recentemente, a
Seduc conheceu o sistema de “cartão de compra” adotado pelo governo do Amapá,
que dá autonomia às escolas para comprarem diretamente os produtos da merenda
escolar. A Seduc pretende adotar esse modelo, analisadas as circunstâncias
gerenciais e legais da operação.
Diálogo aberto
A
reunião foi marcada pelo clima do diálogo. A secretária destacou que nunca se
negou a reunir com os sindicalistas, mas ressalvou que os seus adjuntos têm
prerrogativas para deliberarem em nome da secretária. O coordenador do
Sindicato, Beto Andrade disse que “a categoria almejava essa reunião com a
secretária, sem desconsiderarmos os secretários adjuntos da Seduc. Entretanto,
entendemos que tem muitas situações que somente com a secretária pode
encaminhar”, disse.
Ele
disse ainda que o sindicato está disposto ao diálogo, e que a comissão “sai
satisfeita da reunião, numa certa perspectiva desse diálogo”. Ele garantiu,
inclusive, que o sindicato integrará o
grupo de discussão da segurança escolar, formado pela Seduc e Polícia Militar. Sobre
obras, ele disse que, “embora haja um esforço para equacionar a questão da
infraestrutura das escolas, há muita demanda reprimida de obras e isso o
governo precisa resolver.” (Kátia Aguiar)
Fonte: Agência Pará de
Notícias




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