Vereador e miliciano são acusados de mandar matar Marielle Franco
Marcello Siciliano, vereador do PHS, do Rio
de Janeiro
O
Vereador Marcelo Siciliano (PHS) e o Ex-Policial Militar Orlando Oliveira de
Araújo são acusados por uma testemunha de terem encomendado a morte da
Vereadora Marielle Franco (PSOL). Na emboscada, também foi assassinado o motorista
da parlamentar Anderson Gomes e uma assessora ficou ferida no braço por
estilhaço. O Vereador, que prestou depoimento sobre o caso em abril, considerou
a acusação uma covardia.
Conforme o jornal O Globo, a
testemunha afirma que foi forçada a trabalhar para Orlando e deu detalhes de
como a execução foi planejada e diz que participou de reuniões. As conversas
entre Orlando e Siciliano teriam começado em junho do ano passado. "Eu
estava numa mesa, a uma distância de pouco mais de um metro dos dois. Eles
estavam sentados numa mesa ao lado. O vereador falou alto: “Tem que ver a
situação da Marielle. A mulher está me atrapalhando”. Depois, bateu forte com a
mão na mesa e gritou: “Marielle, piranha do Freixo”. Depois, olhando para o Ex-PM,
disse: 'Precisamos resolver isso logo'", afirmou a testemunha, segundo O
Globo. Marielle foi assessora do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)
durante a CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Essas informações
teriam sido passadas à polícia durante durante três depoimentos à Divisão de
Homicídios.
Ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, preso
em Bangu 9
A testemunha afirma ainda que
a morte de Marielle Franco foi decidida entre Marcello Siciliano e Orlando
Araújo ano passado. A vereadora estaria atrapalhando o Ex-PM através de
denúncias relacionadas à Vila Sapê, em Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Atualmente, o miliciano está preso em Bangu 9, de onde teria ordenado a morte
da parlamentar, no Complexo Penitenciário de Gericinó (RJ). O vereador Marcello
Siciliano tem parte de seu reduto eleitoral na região. "Ela peitava o
miliciano e o vereador. Os dois [o miliciano e Marielle] chegaram a travar uma
briga por meio de associações de moradores da Cidade de Deus e da Vila Sapê.
Ela tinha bastante personalidade. Peitava mesmo", revelou a testemunha, de
acordo com o jornal.
Comunidade da Vila Sapê, Região de
Curicica, Zona Oeste do Rio de Janeiro
Em uma nota, o vereador
Marcelo Siciliano (PHS), negou qualquer envolvimento com a morte de Marielle
Franco:
"Expresso aqui meu total
repúdio a acusação de que eu queria a morte de Marielle Franco. Ela é
totalmente falsa. Não conheço "Orlando da Curicica" e acho uma
covardia tentarem me incriminar dessa forma. Marielle, além de colega de
trabalho, era minha amiga. Tínhamos projetos de lei juntos. Essa acusação causa
um sentimento de revolta por não ter qualquer fundamento. Eu, assim como
muitos, já esperava que esse caso fosse elucidado o mais rápido possível.
Agora, desejo ainda mais celeridade", justificou o vereador. A classe política está bastante criminalizada no
Brasil, se ficar comprovado o envolvimento do vereador do PHS na morte de
Marielle e Anderson, a situação tende a piorar.




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