Mark David Chapman - Assassino de John Lennon tem liberdade condicional negada pela décima vez

Mark David Chapman foi condenado de 20 anos à prisão perpétua pela morte de John Lennon
As autoridades de Nova York negaram nesta quinta-feira (23), pela décima vez, a liberdade condicional ao assassino de John Lennon, Mark David Chapman, que a solicita a cada dois anos desde 2000. Segundo Chapman, seu ódio a Lennon aumentou quando este lançou a música "Imagine", em 1971, onde o cantor diz que se deve imaginar que o céu — no sentido metafísico — e o inferno não existem ("No hell below us, above us only sky"), o que contraria o conceito de algumas religiões e principalmente a de Chapman. 
Mark Chapman matou John Lennon no dia 8 de dezembro de 1980 em New York
Ainda sobre essa canção, Chapman disse: Ele (John Lennon) nos disse para imaginarmos que não existem posses (ou "bens materiais", na frase "Imagine no possessions") e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e mansões, rindo de pessoas como eu, que acreditaram em suas mentiras, compraram os discos dele e alicerçaram boa parte de suas vidas com as músicas dele.  
The Beatles é maior banda de rock de todos os tempos
Chapman havia anteriormente ido a Nova Iorque, em outubro de 1980, para assassinar Lennon, mas mudou de ideia e retornou à sua casa no Havaí. Disse que, na hora de puxar o gatilho, em seu sangue (ou, dentro de si) não havia emoção nem raiva. Apenas um silêncio mortal em seu cérebro. Em outra entrevista, alegou ter ouvido uma voz misteriosa que lhe repetia: "Do it, do it, do it" ("Faça isto!") quando John passou por ele. 
Para muitos historiadores, Yoko Ono foi a mentora do fim dos Beatles
Chapman, que hoje tem 63 anos, matou a tiros o ex-membro da mítica banda The Beatles em 1980, na porta de sua casa em Nova York, e por esse crime foi condenado a um mínimo de 20 anos e um máximo de prisão perpétua. Preso na penitenciária de segurança máxima de Wende, o assassino do cantor apelou nesta semana à Junta de Liberdade Condicional do estado de Nova York, que rejeitou seu pedido, e ele agora não poderá apresentar outra solicitação até 2020, aponta hoje a imprensa local. 
Segundo o jornal "New York Daily News", o documento judicial ressalta que a libertação de Chapman seria "incompatível com o bem-estar e a segurança da sociedade e menosprezaria a seriedade do seu crime, o que minaria o respeito às leis". "O relatório de seu histórico criminal reflete que este é o seu único crime. No entanto, isso não atenua suas ações", afirma o texto. A Junta reconheceu em algumas ocasiões anteriores que Chapman tem um histórico penitenciário "limpo" desde 1994, mas também que atuou com premeditação e em busca de "fama", destacou o mesmo jornal. "Ele admitiu que planejou cuidadosamente e executou o assassinato de uma pessoa conhecida no mundo todo só para adquirir notoriedade", apontou a Junta, que acrescentou que Chapman mostrou "um desprezo cruel pelo caráter sagrado da vida humana e o sofrimento de outros". 
Primeiro show dos Beatles em Liverpool na Inglaterra
As autoridades carcerárias também admitiram que a libertação do assassino do ex-Beatle representaria um problema de segurança pública, já que alguém poderia atacá-lo "por raiva ou como vingança". O "New York Daily News" apontou que a viúva de Lennon, Yoko Ono, não quis fazer nenhum comentário a respeito através de seu advogado, Jonas Herbsman, mas afirmou que tinha enviado uma carta à Junta para pedir que Chapman permanecesse na prisão.


Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.