PSL pede que PF avalie estender proteção a familiares de Bolsonaro
O Partido Social Liberal (PSL) do candidato à
Presidência da República Jair Bolsonaro solicitou à Polícia Federal que avalie
a necessidade de estender a proteção para outros integrantes da família. No
sábado (8), após o atentado à faca a Bolsonaro, em Juiz de Fora, na
quinta-feira (6), a PF informou que o efetivo que faz a escolta de
presidenciáveis deve aumentar de 21 para até 25 policiais, por candidato.
A informação sobre o pedido de ampliação da escolta
aos familiares do candidato foi dada pelos filhos dele, os deputados federais
Flávio e Eduardo, na sede da PF em Brasília.“Enquanto as investigações não
chegam a uma conclusão ou a alguma coisa mais transparente, é obvio pra todo
mundo que a tendência é reforçar a segurança", disse o deputado Eduardo
Bolsonaro (PSL-SP), ao completar: "Enquanto a gente não tiver
esclarecimento com relação a isso eu acho que todos nós somos alvo”.
Os filhos do candidato à presidência pelo PSL se
reuniram com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro na tarde de
hoje (10) para saber detalhes da investigação sobre o atentado contra Jair
Bolsonaro, atingido na região abdominal, quando participava de uma atividade de
campanha na cidade mineira.
“O doutor Galloro nos tranquilizou dizendo que está
tudo sendo feito num prazo dentro do mais razoável possível e isso aconteceu há
apenas quatro dias e dentro desses quatro dias, tudo que eles conseguiram
recolher e que ainda está em análise pode ser que mude o curso das
investigações. Ele só confirmou o que a própria imprensa havia dito, que é um
réu confesso, toda materialidade está presente nos autos e qualquer fato novo
que surja ele nos tranquilizou que nós seremos imediatamente avisados”, afirmou
o deputado federal Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), ao deixar a Polícia Federal, em
Brasília.
Candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Flávio
enviou um oficio à secretaria de Segurança do Rio solicitando uma avaliação
sobre a necessidade de proteção antes do atentado contra seu pai e aguarda um
posicionamento. “Estou aguardando essa posição por parte da Secretaria de
Segurança do Rio e se houver necessidade vou pedir sim um reforço à Polícia
Militar do Rio ou à Polícia Civil para que garanta o meu direito de candidato
de continuar indo para as ruas fazer campanha”.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro, deputado estadual Flávio
Bolsonaro - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Histórico
O candidato recebeu uma facada no abdômen desferida
por Adélio Bispo de Oliveira. Bolsonaro foi operado, ainda em Juiz de Fora,
para estancar uma hemorragia em veia abdominal, teve o intestino delgado
costurado e parte do intestino grosso retirada. Um dia após o atentado, ele foi
transferido para um hospital de São Paulo, onde está internado na unidade de terapia intensiva.
O autor do ataque foi preso pela Polícia Militar
logo após o crime. A Polícia Federal (PF), responsável pela segurança do
candidato, abriu inquérito para investigar o caso. No sábado (8), Adélio Bispo
foi transferido, pela PF, para a penitenciária federal de segurança máxima de
Campo Grande.
Fonte: Agência Brasil



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