Supremo Tribunal Federal rejeita, no plenário, virtual recurso de Lula contra prisão
A
maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou até esta
sexta-feira (14) pela rejeição de um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a prisão após
condenação em segunda instância. O julgamento é realizado no "plenário
virtual", no qual os ministros registram suas posições de forma remota,
pelo computador, sem se reunir presencialmente para debater e deliberar. A
votação eletrônica começou na última sexta (7) e termina às 23h59 desta sexta.
Pelas regras do plenário virtual, o relator – no
caso, o ministro Edson Fachin – é o primeiro a inserir o voto no sistema. A
partir daí, os outros votam dentro do prazo de oito dias. Até o fim do
julgamento, qualquer ministro pode pedir "destaque" para levar o tema
à discussão presencial. Até a última atualização desta reportagem, o placar
estava 7 a 1 contra a liberdade. Faltavam os votos de três ministros – Luiz
Fux, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.
COMO VOTARAM OS MINISTROS
Contra o recurso
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A favor do recurso
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Edson Fachin
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Marco Aurélio Mello
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Cármen Lúcia
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Alexandre de Moraes
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Dias Toffoli
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Luís Roberto Barroso
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Rosa Weber
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Gilmar Mendes
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No
recurso, a defesa de Lula pediu que o Supremo considere inadequada a ordem de
prisão porque o juiz não indicou os motivos para a necessidade de prender o
ex-presidente.
No entendimento dos advogados, a prisão em segunda
instância foi permitida, mas não pode ser automática, já que os juízes
precisariam esclarecer as razões para prender alguém enquanto ainda houver
recurso pendente.O relator do caso, ministro Luiz Edson Fachin, enviou o processo para
julgamento no plenário virtual por considerar que o recurso deve ser negado, a
fim de que seja seguido o entendimento consolidado no STF, de que é possível
executar a pena a partir da segunda instância.
Lula
foi condenado pelo Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF-4) – um tribunal de segunda
instância – a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de
dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O ministro Marco Aurélio Mello foi o único a votar a
favor da liberdade. Para ele, Lula não poderia ter sido preso em que o juiz
justificasse a necessidade da prisão.
"Procede a irresignação, considerada a omissão
verificada, ante o fato de a ordem de prisão ter sido implementada
automaticamente, a partir do esgotamento da jurisdição em segunda instância,
sem fundamentação adicional sobre a adequação da medida no caso concreto."
Fonte: g1.globo.com


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