Agentes de segurança – 40 foram mortos no estado do Pará em 2018
A violência e a insegurança só fazem crescer no
Estado e continuam a manchar de sangue os derradeiros meses da gestão Simão
Jatene no governo do Pará. Somente no último final de semana, foram registrados
oito assassinatos entre a última sexta-feira (05) e o domingo (07). E os
agentes de segurança, que deveriam proteger a vida do cidadão, continuam
morrendo, vítimas de uma política falha de segurança. Do último sábado (6) até
a segunda-feira (8), 4 policiais foram atacados. Dois foram baleados e dois
morreram. De janeiro até agora, 40 policiais já foram mortos no Estado.
O policial militar Sebastião
Rodrigues do Amaral, 49 anos, foi assassinado na tarde do sábado no conjunto
Sideral, bairro do Parque Verde, por disparos de arma de fogo pelas costas por
dois homens que estavam em uma motocicleta. Sebastião foi alvejado enquanto
caminhava até a casa de um amigo para pegar materiais de construção.
Já na segunda (8), o capitão
da PM Paulo Afonso, 56, foi a 40ª vítima dessa carnificina e carimba, mais uma
vez, a incompetência do atual governo quando o assunto é segurança. O militar
estava na frente da sua casa, no Distrito Industrial, em Ananindeua, quando foi
alvejado por tiros disparados por 2 homens. Ele morreu na hora. Os assassinos o
executaram para roubar sua arma.
A realidade é que o Pará se transformou no caos da
“insegurança pública”. A cabo Carla Cristina, vice-presidente da Associação de
Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiros do Estado disse, na noite de
ontem (8), que a diretoria da associação reuniu para discutir a morte dos dois
policiais. “Ficou acertado que solicitaremos uma reunião para quinta-feira, no
máximo, com o secretário de Segurança Pública para ver o que o Estado está
fazendo para solucionar essas mortes”, diz.
A militar lamentou o
assassinato de mais dois companheiros de farda e disse que enquanto não houver
uma valorização maior na política e na proteção dos agentes de segurança a
situação permanecerá a mesma. “Nossas políticas públicas aqui no Estado não
ajudam”, afirma. “O salário dos militares é baixo e isso força a procurarem
bicos para tirarem o sustento de sua família”.
Ela lembra que muitos moram
em áreas de risco, que colocam a própria vida e das famílias em perigo
constante. “Não adianta investir apenas em estrutura. Se não houver o apoio
político para que possa mudar essa situação, tudo vai continuar como está !”,
desabafou.
Investimentos
Pablo Farah, vice-presidente
do Sindicato dos Policiais Civis do Pará, (Sindpol-PA) diz que o Pará precisa
de ajuda. “Isso é revoltante. Por isso apoiamos o reforço da força nacional que
o atual governador sempre nega”, desabafa Farah. O que a categoria almeja é
mais investimento por parte do governo do Estado, aparelhando as polícias,
valorizando e capacitando os policiais, melhorando os salários e o atendimento
nas delegacias. De acordo com o Sindicato, o efetivo de Policiais Civis hoje no
Pará é de 2,6 mil homens, quando seriam necessários, pelo menos, 6 mil.
Polícia já tem suspeitos de matar
capitão, velado ontem (9)
A Polícia Militar, através da
assessoria de imprensa, emitiu nota de pesar a respeito da morte do capitão
Paulo Afonso Miranda da Silva, 56 anos.
De acordo com a nota, dois homens são suspeitos de
serem os responsáveis pelo crime e que militares do 29° batalhão, que atua na
área onde ocorreu o fato, bem como do 6° e do 30° batalhões, que cobrem as
áreas próximas, já trabalham na busca pelos responsáveis, diz o documento. Paulo Afonso foi velado ontem
(9), na capela da Igreja de São Sebastião, no bairro da Sacramenta. O
sepultamento ocorre hoje (10) de manhã, em um cemitério particular na rodovia
BR-316, às 10 horas.
Fonte: DOL




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