Canadá é primeira nação do G7 a legalizar maconha recreativa
O
Canadá tornou-se nesta quarta-feira a primeira nação industrializada a
legalizar a maconha para fins recreativos, mas uma confusão jurídica tornará
difícil o aproveitamento nas maiores cidades do país, como Toronto e Vancouver,
que não terão lojas abertas. A aprovação
representa um marco histórico, permitindo que os canadenses adultos fumem
maconha para fins recreativos após uma proibição de quase um século.
Mas como os
governos provinciais do Canadá só aprovaram até agora um número pequeno de
lojas e existe uma escassez da erva fornecida a estas lojas, a primeira tragada
da maioria dos canadenses provavelmente será de maconha do mercado negro nesta
quarta-feira. “Haverá muitas
comemorações no dia e serão quase todas com maconha ilegal” em algumas das
maiores cidades do Canadá, disse Brad Poulos, instrutor e especialista em
negócios de maconha da Universidade Ryerson de Toronto.
“Os usuários de
maconha recreativa do Canadá... simplesmente continuarão com suas fontes
(atuais) de fornecimento até o sistema legal se atualizar.” Apesar da falta
de lojas nas grandes cidades do país, os consumidores do Canadá poderão comprar
maconha legal pela internet, seja em sites administrados por governos provinciais,
seja em varejistas licenciados, mas a entrega pode demorar alguns dias.
Terra Nova e
Labrador, a província mais remota do leste do Canadá, foi a primeira a liberar
a venda legal já à meia-noite. Os entusiastas locais terão a maior variedade de
lojas, já que 22 delas devem funcionar entre 9h e 2h.Países de todo o
planeta, alguns dos quais estão aprovando a maconha de uso medicinal, estão
acompanhando a legalização da erva recreativa no Canadá, que combina leis
federais e diversas regulamentações provinciais.
A medida é uma
vitória política do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, que prometeu
legalizar a maconha na campanha de 2015 para coibir a atividade do crime
organizado e regulamentar produção, distribuição e consumo de um produto consumido
por milhões ilegalmente.
Fonte: Agência Reuters


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