Liderança de Márcio Miranda na Assembleia Legislativa facilita apoio para o 2º turno no Pará
Os
vários mandatos de Márcio Miranda (DEM), como presidente da Alepa,
está facilitando a formação de uma ampla frente partidária para enfrentar Helder Barbalho
(MDB), no 2º turno das eleições para governador do estado do Pará.
Em conversa com alguns deputados e lideranças do Partido dos Trabalhadores, hoje (9),
haverá uma reunião ainda esta semana para “bater o martelo” em relação aos
rumos do PT no Pará, durante o 2º turno. “O
PT não sobe em palanque onde estejam Éder Mauro e Jair Bolsonaro”, afirmou
uma liderança petista bastante conhecida em Marabá. Porém, especula-se que o deputado federal Beto Faro e demais deputados e lideranças da Democracia Socialista (DS) do PT seguiriam Helder Barbalho.
De
acordo com o deputado Dirceu Ten Caten, existe uma grande chance de “neutralidade”,
do PT não apoiar, como sigla partidária, nenhum dos candidatos, mas “a balança
pesa mais para o lado de Márcio Miranda”. Os petistas nunca engoliram o “golpe”,
articulado pelo MDB de Michel Temer, retirando Dilma Rousseff do cargo de
presidente do país, em 2016, e existiriam ainda várias reclamações de compromissos que não teriam sido honrados por Helder Barbalho enquanto ocupava o cargo de Ministro da Integração Nacional com o PT
no Pará. Aliada a essas questões, estaria a maneira respeitosa que Márcio Miranda
sempre tratou os parlamentares na Alepa, afirmou Dirceu.
Amigo
de Márcio Miranda durante dois mandatos na Assembleia Legislativa, de acordo com
algumas conversas de “bastidores”, João Salame e o Partido Progressista (PP) poderão
“mudar de lado”. Ele não teria gostado nem um pouquinho do apoio recebido da
coligação de Helder Barbalho para a reeleição de Beto Salame. O ex-prefeito de
Marabá recebeu convite para conversar com os dois candidatos ainda esta semana para
decidir o direcionamento do PP. Segundo pessoas próximas aos irmãos Salame, a
candidatura de Manoel Veloso teve o claro objetivo de prejudicar a reeleição de
Beto, o que de fato ocorreu. “Os dois morreram abraçados com mais de 60 mil
votos”, prejudicando o Sul e Sudeste do Pará, pois as duas regiões não elegeram
nenhum deputado federal. Membros dos Progressistas não “engoliram” a
candidatura de Manoel Veloso e esse fator deverá ser determinante para a “pulada
do navio”, se ela ocorrer.
Gira
em “rodas de conversa” que Manoel Veloso também estaria “pendendo” para o lado
de Márcio Miranda. As articulações já estariam bastante avançadas. Tentamos
contato com o ex-candidato a deputado federal, mas ele não retornou as ligações
nem as mensagens, para se posicionar a respeito dessas possíveis articulações. Comentários
no meio político dão conta de que essa possível “debandada” da turma de Helder
Barbalho para os lados de Márcio Miranda, em Marabá, estaria ocorrendo pelo
fato de Helder está dando todo apoio a alguns grupos políticos ligados a ele, e
são muitos, em detrimento de outros. A amizade estaria prevalecendo na hora
errada e estaria faltando “pulso firme” ou “habilidade” de Helder para equacionar
o espaço da base de apoio partidário em Marabá.
Segundo
o ditado popular, “Cautela e caldo de
galinha nunca fizeram mal a ninguém”. Em 2014, Helder Barbalho era favorito
contra Simão Jatene e não ganhou as eleições por uma quantidade mínima de votos
no primeiro turno, terminou perdendo as eleições. Novamente favorito, em 2018,
Helder obteve 47,69% dos votos
contra 30,21 de Márcio Miranda. No
entanto, se o PT decidir apoiar o candidato do DEM com seus 17,5% dos votos, teoricamente, os
candidatos estariam empatados numericamente. Portanto, como diz o provérbio Colossenses na Bíblia Sagrada “Pais, não
irritem seus filhos, para que eles não desanimem”. Convencer deputado a votar a favor dele, nunca foi
problema para Márcio Miranda. Afinal, ninguém se elege três vezes presidente da
Alepa, se não possuir uma boa articulação política.





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