Policial agride e ameaça matar Tenente da Polícia Militar no Pará

O Cabo, Jefferson Farias dos Santos, da Polícia Militar, foi indiciado em um processo militar, por “Desacato à autoridade, agressão e ameaça contra um policial militar e fuga da cadeia”. Os crimes foram cometidos durante uma abordagem de uma guarnição policial, em um estabelecimento comercial, na noite de sábado (15), situado na rua Rodolfo Chermont, bairro da Marambaia, em Belém, onde teria disparado vários tiros durante uma confusão.

A ocorrência foi denunciada a 2ª Promotoria Militar, sob a direção do promotor Armando Brasil. No documento emitido pela autoridade, consta que o cabo PM Jefferson Farias dos Santos estava em uma casa noturna, efetuando disparos de arma de fogo. Neste momento, uma viatura, comandada pelo tenente Uanderson Alves foi acionada para atender a ocorrência. Ao chegar ao local, o comandante da guarnição autuou o policial. Ele foi conduzido para a Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif), onde deu início a uma série de fatos descritos no início da matéria. 
Promotor Armando Brasil 
Na delegacia, o cabo Jefferson Santos pediu para ir ao banheiro, tentou fugir pela janela, mas foi encontrado pelos demais policiais. O militar continuou a confusão e resistiu à prisão, deu uma cabeçada no Ten Uanderson e o ameaçou de morte. De acordo com a Corregedoria Geral da PM, Jefferson dos Santos responderá à Justiça Comum pelos disparos efetuados dentro do estabelecimento comercial, à Justiça Militar pela lesão corporal do oficial e transgressão à hierarquia, além de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), podendo chegar a expulsão do militar.

Segundo o promotor militar Armando Brasil, a atitude do cabo PM Jefferson Santos é reprovável, por isso ele foi denunciado. “Ele está sendo processado pelos crimes de ameaça e violência contra superior hierárquico”. Ainda de acordo com o promotor militar, o policial está detido no Centro de Reclusão Coronel Anastácio das Neves, e sua audiência foi marcada para o ano início do ano que vem, em data ainda a ser confirmada, devido ao recesso do poder judiciário.

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