As teorias de Paulo Freire e o fracasso da educação
Ao
se analisar o fracasso da educação brasileira, pois o país se encontra na posição de número 60, em um ranking mundial que
avalia o nível de educação de dezenas de países, alguma coisa ou quase tudo está
errado. Se a educação é um processo, as teorias de Paulo Freire não podem ficar
de fora da análise desse fracasso, mesmo com a defesa de que elas não estão
sendo aplicadas em sua essência. Em uma pesquisa de 2015, entre 76 países, divulgada
pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em
testes de Matemática e Ciências, com alunos de 15 anos, o Brasil ocupa as
últimas posições.
Teria a Pedagogia da Autonomia, a Pedagogia Emancipadora, a
Pedagogia do Oprimido e a Pedagogia do “Aluno Pode Tudo” culpa pelo fato do
estudante brasileiro ser o mais indisciplinado, incompetente e violento do
mundo? Os defensores de Paulo Freire vão dizer que “não tem nada a ver”. A
culpa é da família desestruturada, estado incompetente, professores e alunos desinteressados. Menos das Teorias Freirianas.
Com pouca ou nenhuma
influência de Paulo Freire, a Finlândia e a Coreia do Sul são conhecidas como
"super potências" da educação. Elas dominam as duas primeiras
colocações do ranking e, na sequência, figuram Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha (15), Estados Unidos (17) e França (25) estão em grupo intermediário e
México (38), Brasil (39), e Indonésia (40) integram as posições mais baixas.
Entre os sul-americanos, Chile (33), Argentina (35) e Colômbia (36) estão em
melhor colocação que o Brasil. O que há de errado com a qualidade da educação
no Brasil? Padecemos do “complexo de vira-lata” ou está na hora de se começar a
experimentar novas teorias educacionais? Afinal, nada é eterno, tudo na vida
está sujeito a mudanças.
“Longe de culpar apenas Paulo Freire pelo fracasso da
educação e a indisciplina dos alunos, mas até Jesus Cristo foi questionado,
porque esse cara permanece intocável?”. Essa pergunta faz parte do imaginário
de uma parcela considerável de professores espalhados pelas escolas do Brasil,
vítimas de alunos agressores e assassinos. Além disso, as universidades no
Brasil continuam produzindo conhecimento “para as nuvens”, pois as ações do
cotidiano delas estão longe da educação básica, coisa de uma está “remando para
o sul e a outra para o norte”. Essa prática também precisa ser repensada pelas
nossas instituições de ensino superior no país.



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