Eleição Direta – Confusão à vista nas escolas
O processo eleitoral para escolha de diretores e
vice-diretores das escolas municipais públicas de Marabá foi implantado através
Lei Nº 17.609, de 04/11/2013, aperfeiçoado pela Lei Nº 17.691, de 29/09/2015, no
governo João Salame, mas alegando inúmeros problemas de gestão, o prefeito Sebastião
Miranda dá indícios de que não haverá mais eleição nas escolas. Pelo menos é o
que falam pessoas próximas ao gestor municipal.
Os defensores da eleição direta argumentam que o processo
eleitoral barra a ingerência política nas escolas, dá autonomia às comunidades
e seria um retrocesso na educação municipal o fim do sufrágio universal. Quem
pensa ao contrário, entende que a escolha do gestor pelas comunidades, acabou
criando “verdadeiros feudos” e “vários rebeldes” na rede municipal de ensino,
prejudicando os estudantes, pois setores da categoria passaram a colocar os
interesses dos servidores acima dos direitos dos alunos.
Como não existe uma lei nacional regulamentadora, fontes próximas
a Tião Miranda afirmam que ele não pensa em realizar a eleição, mas criaria uma
espécie de “meritocracia” para nomeação. Os servidores acusam alguns diretores,
em fim de mandato, de estarem articulando o golpe através de alguns vereadores,
visando à permanência no cargo. O Sindicato promete radicalizar, caso não
ocorra o processo eleitoral. O governo argumenta possuir maioria na Câmara
Municipal para mudar a lei e fazer valer o direito dos alunos. Confusão
ferrenha à vista.



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