Cura Gay – Se o juiz queria aparecer, conseguiu

A estapafúrdia decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, mesmo em caráter liminar, autorizando os psicólogos a tratarem gays e lésbicas como doentes, através da terapia de “reversão sexual”, sem sofrerem processo do Conselho Federal de Psicologia, CFP, está causando indignação entre a comunidade LGBT e defensores dos homossexuais. Mesmo deliberando sobre uma Ação Popular interposta por psicólogos favoráveis ao “suposto tratamento”, modificando a Resolução Nº 01/1999 do próprio Conselho que proíbe a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas.

Após a publicação da decisão do magistrado, famosos como Daniela Mercury, Marília Mendonça e Pablo Vittar passaram a se manifestar em favor da causa homossexual. Gretchen defendeu o filho Thammy Miranda com a seguinte frase: “Eu não tenho um filho doente. Meu filho é perfeito, saudável e cheio de amor”. Fernanda Gentil ficou indignada com a ação da justiça federal.
Os gays não necessitam de “terapia” muito menos de “cura”. A comunidade gay sofre, há décadas a falta de compreensão no ambiente familiar, não recebe a mesma educação destinada aos heterossexuais, o mercado de trabalho abre “poucas portas” e as igrejas fazem de tudo para ficar longe dos homossexuais. O juiz federal deveria estar preocupado em encontrar meios para diminuir essas desigualdades sociais, não autorizar um procedimento desse que vai de encontro há anos de luta das minorias LGBT. Um estímulo descarado para aumentar o preconceito no Brasil.

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