A verdadeira face
Os
“valores morais e éticos” são variáveis entre sociedades ou grupos sociais
diferentes. Com o advento das mídias sociais, o cara que ficava quieto, passou
a defender seus valores e atacar aquilo considerado errado no comportamento do
outro. A performance, “La Bête”, do bailarino
e coreógrafo Wagner Schwartz, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, dia
26/09/2017, vem causando polêmica nas redes sociais com acusação de incitação à
pedofilia. À primeira vista, a cena pode
até parecer um ato pedófilo, mas com o passar dos dias, percebe-se que uma
infração ao Estatuto da Criança e do Adolescente está longe de acontecer em uma
obra dessas.
As
reações deixaram as divergências de valores às claras nas redes sociais quando
a exposição "Queermuseu", foi cancelada. A mostra, que entrou em cartaz no dia 14 de agosto,
no Santander Cultural, em Porto Alegre, foi fechada depois de acusações de
"zoofilia", "pedofilia" e "blasfêmia". Fatos que comprovam a personalização de valores pessoais e religiosos.
Obras como Travesti da Lambada de Bia Leite, Cruzando
Jesus Cristo com Deusa Schiva, Fernando Baril (1996) vem provocando
calorosos debates pelo país. Cada um faz questão de deixar clara a sua posição
em relação à participação de filhos em ambientes com a presença de nudez em
cenas ou obras de arte.
Várias declarações defendendo o direito à “liberdade de
expressão”, foram feitas por artistas, autoridades e professores. Ao mesmo
tempo, as acusações de blasfêmia, pedofilia e erotização de crianças rolam
soltas na internet, escolas, igrejas, mesas de bar e outros setores da
sociedade brasileira. O público LGBT também vem defendendo veementemente a
liberdade de expressão. “Mostrar o nu artístico” para uma criança, é bem
diferente de incitação à pedofilia ou erotização de crianças. A arte existe
para desmistificar paradigmas.



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