Herói – Assassino
No dia 9/10/2017, segunda-feira, a morte de “Ernesto
Guevara de La Serna”, completou 50 anos, mas a cidade de Rosário, Argentina, sua
terra natal, fez pouca questão de reverenciar o líder guerrilheiro
Marxista. Mesma posição adotada por vários países onde a “Direita”
dita as regras como nos Estados Unidos, Argentina e Brasil entre outros. Acusado
de participar de milhares de assassinatos, adjetivos como “porco comunista”,
“genocida”, “assassino” e “drogado” fazem parte do “vocabulário pouco elogioso”
de quem nunca concordou com as ações do mais famoso médico e guerrilheiro do Século XX.
Após convencer Fidel Castro a derrubar a ditadura de
Fulgêncio Batista em Cuba, em 1959, “Che Guevara”, como ficou conhecido, adquiriu
fama, prestígio e passou a lutar contra os governos absolutistas na América Latina e na
África. O apelido “Che” foi incorporado ao seu nome no período em que esteve exilado no
México junto com os irmãos Castro. Suas lutas através de movimentos de guerrilha na Guatemala, Cuba,
Bolívia, sempre em favor de camponeses, transformaram “Che Guevara” em um mito
reverenciado em praticamente todo o mundo, principalmente, nos países mais
alinhados à "Esquerda Mundial.
Goste
ou não, “El Comandante” influenciou muito as pessoas em seu tempo e continua
sendo adorado até hoje por uma parcela considerável da sociedade latino
americana e mundial. Governos de países como Bolívia, Cuba e Venezuela costumam fazer
grandes homenagens aos feitos de “Che Guevara”. No Brasil, como combatia
arduamente a ditadura militar e o imperialismo americano, tornou-se um ícone
para grande parte da população e atualmente é visto “como uma bandeira” a ser
seguida pelos jovens, partidos políticos de esquerda e pelos movimentos
sociais. Em 9/10/1967, o governo Boliviano, ajudado pela CIA, assassinou o
“Herói do povo”, na cidade de La Higuera, mas a "marca Che Guevara" ficou para a eternidade. “Até a vitória sempre, Comandante!”.



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