Extermínio de adolescentes

Um estudo coordenado pelo UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância, indica que, em 2014, o Brasil foi o país onde mais se matou jovens entre 12 e 18 anos para cada grupo de mil jovens. O IHA, Índice de Homicídios na Adolescência, 3,65, é o mais elevado desde 2005 quando se começou a medir esse indicador entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, baseando-se nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. 
Segundo o Site UOL, o trabalho de pesquisa foi uma parceria com o Ministério dos Direitos Humanos do Brasil, o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Apesar de apresentar um índice elevado de mortes de jovens entre 18 a 29 anos, o Pará não está entre os dez primeiros estados onde mais se mata jovens na faixa etária de 12 a 18 anos, apenas Belém ocupa a 9ª posição entre as capitais brasileiras com maior índice de assassinatos. 
Para se combater a alta taxa de mortalidade de jovens e adolescentes no país, apesar de ter aumentado consideravelmente os investimentos em educação e saúde nos últimos governos, segundo relatório da OCDE, gastamos anualmente U$$ 4.318,00 por estudante, desde o ensino fundamental até o superior, mas a média da OCDE é de U$$ 9.317,00, ou seja, o país precisa investir muito mais para se melhorar a qualidade da educação. Gastando um pouco mais de R$ 3,00 por dia com cada brasileiro, o Brasil precisa elevar muito os investimentos na saúde de seu povo. Aumento nos recursos destinados às áreas da cultura, esporte, moradia e lazer será fundamental para afastar a nossa juventude do mundo do crime e consequentemente diminuir o número de assassinatos nessa parcela da sociedade brasileira.

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