Intervenção Militar
O
Brasil passa por um momento de falta de credibilidade em relação ao poder
executivo, legislativo e judiciário, até a imprensa já não possui a mesma
aceitação de décadas atrás, principalmente, pela linha editorial e política
adotada pela Rede Globo. Nesse vácuo, algumas pessoas passaram a defender o
retorno da ditadura militar no país pelo fato das instituições militares
gozarem de alto prestígio social. Esse desejo é típico de quem nunca
vivenciou a falta de liberdade de expressão em uma ditadura militar. Mesmo
sabendo da enorme contribuição dos governos militares para o desenvolvimento do
Brasil. Hoje, as forças armadas não estão dispostas a arcar com o ônus de uma intervenção militar para "moralizar o país", pelo fato de não terem "mergulhado o Brasil nesse caos social, político e econômico". Pelo menos é o que se percebe em entrevistas e manifestações públicas do alto comando militar.
Se as Forças Armadas chegarem ao poder, o Brasil perderá credibilidade no cenário mundial, os investidores sumirão do país e a pressão
externa de nações democráticas minarão qualquer possibilidade de crescimento
econômico e social. Com a economia em frangalhos, o povo pobre passaria a pagar pelo
desabastecimento e pelas sucessivas crises pelas quais passaria o país, como
está acontecendo na vizinha Venezuela. Para se manter a “ordem pública”, qualquer
medida passaria ser considerada normal. Para o Exército Brasileiro, diante da
atual crise, “Quem pariu Mateus é que balance”, ou seja, o poder executivo, legislativo e judiciário deverão resolver a crise social, política e institucional brasileira e estimular o crescimento e a ordem democrática do país.
Em caso de uma ditadura militar, a dissolução dos poderes, os direitos individuais, a privacidade, à livre expressão de pensamento, acesso às mídias sociais e às reuniões para se buscar direitos coletivos iriam literalmente para o “saco”. No início, existe a sensação de restabelecimento da ordem democrática, mais tarde a população passaria a ser apenas um detalhe para se manter o controle do país. Para o comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, o momento nas forças armadas é de “coesão”. O Exército Brasileiro está atento aos acontecimentos no país, mas firme em sua função constitucional. Mesmo sabendo da enorme capacidade de gestão das Forças Armadas, o poder deverá emanar do povo. Como dizia o ilustre constitucionalista Ulisses Guimarães, "Quando a democracia está doente, o remédio é mais democracia".
Em caso de uma ditadura militar, a dissolução dos poderes, os direitos individuais, a privacidade, à livre expressão de pensamento, acesso às mídias sociais e às reuniões para se buscar direitos coletivos iriam literalmente para o “saco”. No início, existe a sensação de restabelecimento da ordem democrática, mais tarde a população passaria a ser apenas um detalhe para se manter o controle do país. Para o comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, o momento nas forças armadas é de “coesão”. O Exército Brasileiro está atento aos acontecimentos no país, mas firme em sua função constitucional. Mesmo sabendo da enorme capacidade de gestão das Forças Armadas, o poder deverá emanar do povo. Como dizia o ilustre constitucionalista Ulisses Guimarães, "Quando a democracia está doente, o remédio é mais democracia".



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