Sumiço de Submarino Nuclear Provoca Drama na Argentina

Apenas 7 possíveis contatos telefônicos, via satélite, não completados, captados sábado, 18/11/2017, pela Marinha Argentina, são os sinais de vida dos 44 tripulantes a bordo do Submarino Militar Argentino ARA San Ruan, sumido desde a manhã de quarta-feira, 15, a 430 km a leste de Puerto Madryn, Costa da Patagônia, Atlântico Sul Argentino, com possíveis problemas no equipamento de comunicação. O desaparecimento do submarino causou um drama para as famílias da tripulação e vem provocando uma comoção mundial.
Sem nenhum sinal concreto por parte da embarcação militar, o Governo Portenho acionou o “protocolo de buscas”, sábado (18), envolvendo duas corvetas e aviões patrulha para tentar localizar o submarino, desaparecido ao retornar a sua base naval em Mar del Plata. Preocupados com a gravidade da situação, países como Chile, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Colômbia, Uruguai e Peru ofereceram ajuda para reforçar o “SAR – Search And Rescue” e tentar encontrar o torpedeiro argentino.
A população do país está preocupada porque tem conhecimento da tragédia ocorrida em 2000 com o submarino nuclear russo KURSK, no Mar Barents (Oceano Ártico), naufragado após uma explosão no compartimento de carga, matando 118 pessoas, figurando entre os piores acidentes subaquáticos do mundo até hoje. O caso ARA San Ruan nos faz lembrar também outra situação de "isolamento coletivo" provocado por um deslizamento de terra na cidade de Copiapó, norte do Chile em 2010, onde 33 mineiros ficaram soterrados por 70 dias. Segundo a Marinha Argentina, “oxigênio e alimentos não preocupam”, mas essa informação não está tranquilizando a população do país nem as famílias dos tripulantes.

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