Últimas Pesquisas “Embolam” Eleição para Governador no Pará
No grupo político do Governador Simão Jatene, nos bastidores, aparece o nome do Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Márcio Miranda (DEM), na pesquisa do Instituto Paraná ele surge com 10,5% e na pesquisa do Instituto Acertar 1,9%. Somando e dividindo-se os dois percentuais, o Deputado Estadual aparece com 6,2% das intenções de votos. Pode parecer uma porcentagem baixa, mas Márcio Miranda não está envolvido na Lava Jato e isso pode contar muito a seu favor. No entanto, Ele precisa desarticular a possível candidatura do Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, que “se mexe” nos bastidores para ser candidato do PSDB. Se as especulações se confirmarem, Simão Jatene será candidato ao Senado, o Vice-Governador Zequinha Marinho assumirá cargo no TCM e Márcio Miranda herdará o comando do governo do estado por ser Presidente da ALEPA, ou seja, Márcio Miranda necessita do apoio da máquina pública do Estado e da Prefeitura de Belém para tornar viável sua candidatura. A história mostra que o peso da máquina pública costuma decidir eleição no Brasil.
Pegando Carona na “onda do candidato não político”, surgiu Úrsula Vidal (Rede) com 10,5% e 16%, respectivamente, somando e dividindo-se os dois indicadores, a jornalista aparece com 13,25% das intenções de voto. Um percentual muito baixo, pois ela não terá o apoio do grupo político de Jatene, muito menos dos movimentos sociais. A tendência desse tipo de candidatura que apresenta uma aceitação considerável, há um ano da eleição, sempre foi despencar, por falta de musculatura política. O problema dos candidatos citados, chama-se Edmilson Rodrigues (PSOL). Na pesquisa estimulada, realizada pelo Instituto Acertar, 22 a 26 de setembro, o Ex-Prefeito de Belém “lidera com folga”, 27,4%, a corrida rumo ao Palácio Lauro Sodré. Na mesma pesquisa, 16,4% votariam em Helder Barbalho, 14,5% votariam em Úrsula Vidal e 0,5 em Márcio Miranda na grande Belém. Entretanto, pesa contra si a tendência de rejeição aos governos de “esquerda”, oriundos dos eleitores identificados ideologicamente com o “centro” e com a “direita” no Pará, um dos antigos berços do petismo de Lula e Ana Júlia Carepa, “antiga casa de Edmilson Rodrigues”, além de sua baixa popularidade no interior do Estado.
A estratégia dos candidatos é não permitir a vitória de ninguém no primeiro turno, principalmente a eleição de Helder Barbalho, pois no segundo turno, “as peças do xadrez serão reagrupadas” para definir o resultado final das eleições para governador em 2018. O quadro político vai se definir inicialmente, quando surgirem as primeiras pesquisas de intenção de voto, incluindo os municípios mais populosos no entorno da grande Belém e o restante do interior do estado, responsáveis por praticamente 73% do eleitorado paraense. Ainda tem muita “água para rolar”, mas a candidatura de Helder Barbalho está correndo risco de definhar. “O mar não está tão calmo como se parecia antes”. A essa altura do campeonato, parece-me que os chamados “partidos nanicos” não conseguirão emplacar uma candidatura vencedora mais uma vez no Pará nem surgirá um novo nome capaz de alterar o quadro atual, o próximo governador deverá sair desses 4 nomes. Temas como geração de emprego, saúde, educação, divisão territorial do estado e polarização social deverão ser bastante abordados durante a campanha. As duas pesquisas foram realizadas nos municípios de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Benevides, Belém, municípios componentes da grande Belém, possuindo 1.470.617 eleitores, correspondente a 26,7% do total de 5.506.54 eleitores do Estado do Pará.




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