Gratidão é a memória do coração

“Posso esquecer quem me deixou triste, mas não esqueço jamais quem me fez feliz”. Décadas atrás, essa frase teve um significado muito mais forte na vida das pessoas. O sentimento de gratidão, hoje, banalizou-se, raramente ele ocorre. Poucas pessoas reconhecem uma boa ação, um auxílio, em favor de si mesma, realizado por alguém. Essa espécie de sentimento de dívida em relação a outra pessoa vem sendo gradativamente esquecido, prevalecendo o interesse pessoal em tirar proveito de alguma situação.
Gratidão é um termo muito popular na religião Católica. Ela ocorre quando alguém pede algo para Deus, sendo agraciado, ocorre o sentimento de gratidão. Na sociedade capitalista como a nossa, esse comportamento tão nobre foi massacrado pelas regras do interesse financeiro. Nas relações pessoais, o que fala mais alto são os bens materiais e o dinheiro. “Se para me dá bem, eu tiver que esquecer tudo o que você já fez por mim, assim será feito, pisarei em você com a maior naturalidade”, argumenta a maioria das pessoas. A gratidão deve ser uma das qualidades de quem acredita em Deus, mas grande parte dos “ingratos” vive dentro da Igreja, jurando que é temente ao Pai e segue os preceitos bíblicos. Hipocrisia pura, é o “ter” se sobrepondo ao “ser”.
Existem indivíduos “especialistas em ingratidão”, constantemente vêm sendo ajudados, porém esquecem o auxílio recebido na mesma velocidade em que ele ocorreu. A gente jura que o ingrato não possui alma e muito menos coração. O sentimento de gratidão passou longe dele. Uma publicação médica da Universidade de Harvard (USA) afirma que existe uma forte relação entre gratidão e felicidade. A gratidão ajuda as pessoas a ser mais positivas, aproveitar os bons momentos da vida e a lidar melhor com os problemas. Ser grato traz benefícios físicos, mentais e emocionais.

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