Início de ano sangrento em Marabá
A
violência, na última semana, atingiu números elevados em Marabá. Desde o
primeiro dia do ano, as redes sociais dão conta de vários assassinatos tanto na
zona urbana do município quanto na extensa zona rural. A maioria dos
assassinatos está ligada ao tráfico de drogas, rixas e assalto, sem levar em
consideração os crimes por motivos banais como a morte de Raimundo Inácio Costa
Filho, 40 anos, morto a golpes de faca, desferidos por Izael da Costa Silva, 41
anos, em uma vicinal de uma área ocupada de propriedade da Companhia
Siderúrgica do Pará (Cosipar), próximo a BR 155, devido a uma rixa antiga entre
os dois.
Para "fugir da rotina", semana
passada, 03/01/2018, houve um sequestro relâmpago, tendo como vítima o gerente
de uma empresa de ônibus interestadual. A polícia agiu rápido, conseguindo
abordar os sequestradores em frente ao Hospital Regional do Sul e Sudeste do
Pará. Na refrega, Lucas Correa dos Reis, 19 anos, “foi para o inferno” e Josivaldo
da Silva Rocha, 30 anos, saiu baleado, sendo conduzido para o Hospital
Municipal de Marabá. Além desses casos, mataram gente no bairro Liberdade,
Laranjeiras, Velha Marabá, Nova Marabá, São Félix, Morada Nova entre outros. Ocorreram
assassinatos de “todos os tipos e para todos os gostos” e em todos os núcleos da
cidade. Sem falar nos roubos de carros, motos e celulares em plena luz do dia.
Vale
ressaltar o trabalho da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal no
combate à violência no município. Se as polícias não fazem mais pela população,
é porque existe a deficiência de pessoal, armamento e viatura. Constantemente,
presenciamos blitzes em conjunto das polícias pela cidade, tentando diminuir
essa matança, roubos e assaltos. Em Marabá, todos os dias morrem bandidos,
pistoleiros e traficantes, mas parece que “ao morrer uma peste dessa, sempre
nascem dois ou mais”. Trabalhar ninguém quer, mas assaltar, roubar e matar os
outros por encomenda, sempre surge um desgraçado desse para “fazer o serviço”.
O ano de 2018 entrou “reimoso” em Marabá, fruto de uma sociedade doentia.



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