Órgãos de Segurança e MP endurecem regras para o carnaval
Os
blocos de carnaval de Marabá vem enfrentado uma “verdadeira maratona” para
conseguir autorização de utilização de ruas e praças durante a “semana momesca”. Baseando-se na recomendação Nº 005/2015, enviada pelo Ministério Público Estadual, aos órgãos responsáveis
pela segurança do carnaval, a
diretoria das agremiações carnavalescas “estão comendo o pão que o diabo
amassou” em busca das licenças de uso desses espaços públicos na cidade. Nem
mesmo os maiores e mais tradicionais blocos como Gaiola das Loucas (Cidade Nova) e Vai Quem Quer (Nova Marabá), inseridos no "Circuíto Oficial da Prefeitura", estão sendo poupados pelos órgãos de segurança.
Uma
reunião realizada, ontem à tarde, 29/01/2018, na Superintendência de Polícia
Civil do Sudeste do Pará, com a participação da Polícia Administrativa de
Marabá, Polícia Militar, SEMMA, DMTU, Postura, Guarda Municipal e Segurança Patrimonial,
foram abordadas várias medidas restritivas para uso de logradouros públicos no
carnaval. Como parte dessas medidas, somente os ambulantes cadastrados
na Postura Municipal estarão habilitados a prestar o serviço nos vários
pontos de festa espalhados pela cidade. De acordo com a Postura, ninguém vai poder pegar seu isopor e
vender bebidas ou outros produtos de forma aleatória e sem o cadastramento. A preservação
do patrimônio público nas praças e interdição de ruas estão entre as maiores
alegações para dificultar a liberação das licenças principalmente por parte da
Polícia Civil. No Brasil, onde há carnaval, existe interdição de ruas e praças.
O Ministério Público e os
órgãos de segurança precisam diferenciar um evento de carnaval “com fins
lucrativos” e o tradicional desfile de rua dos blocos “sem fins
lucrativos” na cidade. O Gaiola das Loucas e Vai Quem Quer nunca
venderam nada para colocar o Tradicional Arrastão” na avenida, todos os anos, a
não ser o mísero abadá que não paga nem a própria confecção dos mesmos. Os dois
blocos não possuem fins lucrativos “Não vendemos bebidas nem outros produtos
para custear as despesas do bloco, fazemos isso por amor à cultura de Marabá,
argumenta Chefe Evaldo, um dos coordenadores do Gaiola das Loucas. Todos os
anos, os membros das diretorias arcam com os "restos a pagar" na Quarta-Feira de
Cinzas. Como diz o poeta Castro Alves: “A praça é do povo/ como o céu é do condor/É o antro onde a
liberdade/Cria águias em seu calor!”. Marabá é uma cidade
multicultural, mas o carnaval nos une.



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