Conflitos entre mídia social e imprensa tradicional no Brasil
Ferramentas
como blog, whatsapp, facebook, twitter, Instagran entre outras mídias sociais estão
diminuindo a hegemonia dos grandes veículos de comunicação na transmissão de
informações para população tanto nos estados como nos municípios. Ao
estar ao alcance das mãos, via de regra através do celular, elas podem ser
acessadas em qualquer lugar e a qualquer momento, necessitando apenas de
internet no aparelho com androide. A pessoa hoje em dia não precisa acordar
mais cedo ou aguardar o retorno do trabalho para assistir à televisão, ler
jornal escrito, revista ou ouvir rádio para ficar informado dos acontecimentos diários. Em
vez de apenas ver, ouvir ou ler, o indivíduo passou a expressar a sua opinião a
respeito das informações em debate. Ele passou a ter voz e até mesmo a produzir
informações rápidas, onde quer que esteja, sobre os mais diversos assuntos e acontecimentos.
Se
as notícias veiculadas são verdadeiras ou não, cabe ao proprietário do smartphone, bloquear o "conteúdo diário considerado inútil" que chega as suas mãos e isso
ele sabe fazer muito bem. Para a maioria dos leitores, não interessa a
plataforma de origem da informação, cabe ao indivíduo definir o grau de confiabilidade
dos fatos narrados. Até porque esse conteúdo vai estar a sua disposição em diversas
mídias rápidas como também na imprensa tradicional. A grande mídia nunca vai
deixar de ter a sua importância, mas não terá mais o mesmo poder de influenciar, denegrir, atacar ou manipular as pessoas, por ser um
único veículo de informação presente em uma cidade. Logicamente que ainda faltam preparo e responsabilidade para grande parte dos “Digital Influencer”. Haja
vista os constantes ataques promovidos por haters
contra algumas pessoas.
Com
raras exceções, a imprensa tradicional no Brasil é comandada por grupos hegemônicos
na política, economia, religião ou agronegócio. Ela está sempre a serviço do
aparelho ideológico representativo desses grupos dominantes. Na contramão, as
redes sociais trouxeram "liberdade" e passaram a desempenhar um papel importante na democratização da
informação no país. Não quero dizer com isso que as mídias sociais também não
servem a essa elite dominante. Muitas vezes, elas também trabalham a serviço dos
grupos dominadores, porém com um poder de manipulação da informação bem menor. As
mídias rápidas encerraram as atividades de vários jornais e revistas escritos mundo afora
e modificaram a maneira de agir do rádio e da televisão. Elas “vieram para
ficar” e estão alterando a maneira da imprensa tradicional veicular as
informações para o povo brasileiro.



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