Decisões da justiça fortalecem o mito Lula
O
Juiz Sérgio Moro e os três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª
Região (TRF-4) não conseguiram juntar
provas materiais convincentes usadas na condenação do ex-presidente Luís Inácio
Lula da Silva, como aconteceu com as provas utilizadas na condenação de outros políticos
e empresários ligados ao PT, PMDB, PP, PTB entre outros partidos, envolvidos em
crimes a partir de desvio de recursos na Petrobrás. Pelo menos, é o que vem
pensando cerca de 37% da população apta a votar nas eleições em outubro de
2018. Essa parcela da população, composta por intelectuais, partidos de
esquerda, movimentos sociais, estudantes e outros segmentos sociais veem o
ex-presidente como um perseguido pela justiça do Brasil. A pesquisa do
Datafolha vai de encontro ao que pensa a classe média e fortalece ainda mais os
ataques a Lula nas redes sociais.
Na
pesquisa publicada ontem, 31/01/2018, do Instituto Datafolha, divulgada pelo Jornal
Folha de São Paulo, Lula lidera com folga em todos os cenários apresentados aos
2.826 eleitores, em 174 municípios, entre os dias 29 e 30 de janeiro de 2018, 4
dias após a manutenção da condenação de Luís Inácio da Silva, com posterior
aumento da pena para 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado. Essa
pesquisa foi um “balde de água fria” jogada na fervura da sanha sanguinária da
classe média contra Lula. Os apoiadores do ex-presidente conseguiram colar
tanto em Sérgio Moro como nos desembargadores do TRF-4 a pecha de “perseguidores
que condenam sem provas”. Essas ações desastradas da justiça brasileira veem
fortalecendo a imagem do “mito Lula”. Os dados do Datafolha deram munição para
o PT antecipar o lançamento da pré-candidatura do ex-presidente para semana que
vem em Minas Gerais.
Conforme
números da pesquisa, se Lula for preso ou impedido de se candidatar, cerca de
36% dos eleitores, envolvendo votos brancos, nulos e indecisos, não
participariam do processo eleitoral para presidente do país. Essa postura do
eleitor fere mortalmente a democracia brasileira. Qualquer outro candidato
eleito não terá legitimidade para governar, será tratado como traidor e
golpista por parte de uma parcela considerável do povo brasileiro, agravando ainda mais a crise econômica, social e política. A imagem do
Brasil vai piorar ainda mais diante da comunidade internacional, afastando
investidores na economia por falta de credibilidade democrática. Ao meu ver, o
protagonismo político do judiciário está minando a nossa democracia. “Será se um
juiz e três desembargadores tem o direito de impedir a vontade de cerca de 54
milhões de votar em Lula? O Brasil não é deles”, argumentam os simpatizantes do
“mito Lula”.



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