Escola estadual de Marabá está desabando

Promessas
Em reunião realizada no pátio da Escola Estadual de Ensino Médio Plinio Pinheiro, em Marabá (PA), no dia 28/08/2017, a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), através da professora Ana Cláudia Hage, Secretária Executiva de Educação, anunciou em “alto e bom tom”, diante da comunidade, a reforma e ampliação da unidade escolar para adaptar o prédio à modalidade de Ensino de Tempo Integral, coisa que nunca aconteceu. Para desespero de todos, ela “voltou atrás”. Hoje, nem carteiras suficientes existem para se iniciar as aulas.
Problemas antigos
Na época da visita da Secretária de Educação, o prédio já apresentava gravíssimos problemas na estrutura física com o desabamento do telhado da biblioteca e laboratório de informática, banheiros sem condições de uso e salas de aula “caindo aos pedaços”. Além disso, o abastecimento próprio de água nunca funcionou e os quadros magnéticos necessitavam de substituição. Com tempo, o telhado da cozinha também desabou e, durante o período chuvoso, passou a alagar toda a escola. Mesmo assim foi escolhida para funcionar em tempo integral.
Ensino Integral
Localizada na Travessa Santa Terezinha, Marabá Pioneira, a escola Plínio Pinheiro atende cerca de 900 alunos da própria comunidade, mas também estudantes oriundos de todos os núcleos de Marabá e por uma decisão da Secretaria Estadual de Educação, vem adotando a modalidade de Ensino de Tempo Integral, desde 2017, visando a atender as Diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE), no entanto, sem as mínimas condições de funcionamento. Para piorar a situação, a escola não estaria no planejamento de reformas da SEDUC para 2018, mas como o prédio se encontra, não tem como se iniciar as aulas.
Suspensão do Calendário Escolar
Corre “à boca pequena”, nos corredores da unidade de ensino, que devido ao péssimo estado de manutenção do prédio, a Secretária Ana Cláudia Hage teria ordenado a transferência do início das aulas do dia 5 para 19 de fevereiro e garantido uma reforma emergencial para resolver o problema, através de uma empresa de Marabá, mas ficou “somente na promessa mais uma vez”, frustrando toda a comunidade escolar que exige uma resposta sobre o início das aulas, mas até agora, não foi feito nada. “Quando as aulas irão se iniciar?” Essa é a pergunta que mais se ouve nos bastidores do colégio estadual.
Conselho Escolar e Grêmio Estudantil
O professor Ronildo Sales, Presidente do Conselho Escolar, demonstrou preocupação com a morosidade da SEDUC. “Estudar hoje na escola Plínio Pinheiro exige sacrifícios, nossos alunos não merecem ser tratados dessa forma”, salienta o mestre. “A comunidade exige uma resposta da Secretaria de Educação em relação aos problemas”, continua o professor. Para o aluno Wallace Leite, ex-presidente do Grêmio Estudantil, a situação é calamitosa. “O que o governo do estado está fazendo com o recurso destinado às Escolas de Ensino Médio de Tempo Integral?” Pergunta o estudante. Por último, a fossa da escola começou a apresentar problemas.
Resposta da Secretaria de Estado de Educação
A redação do Blog entrou em contato com o Centro Regional de Governo do Sudeste do Pará, no dia 12/2/2018, que está funcionando no prédio do Carajás Centro de Convenções, mas não obteve resposta, pelo fato de ainda não está funcionando plenamente, recebendo apenas e-mail e números de contato da Assessoria de Comunicação da SEDUC em Belém. Hoje, 15/2/2018, recebemos a seguinte resposta: "A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que está em fase de elaboração o edital de licitação para reforma e adaptação da Escola Estadual Plínio Pinheiro que deverá passará a ser de Tempo Integral. Sobre os reparos emergenciais no telhado da escola, a Secretaria  esclarece que já está tomando providências para que as obras possam ser feitas nos próximos dias." Nélio Palheta - Ascom/Seduc. Como se diz na linguagem popular, "Esse troço não vai sair tão cedo, pode esquecer".

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