Escola Plínio Pinheiro será removida de suas instalações

Sem receber nenhuma resposta concreta a respeito da reforma da Escola Estadual de Ensino Médio Plínio Pinheiro em Marabá (PA), os estudantes resolveram protestar de forma mais dura, ontem, 20/2/2018, depois organizaram outro movimento para, hoje, 21, no intuito de cobrar a execução imediata dos serviços de reparos necessários na estrutura do prédio, além de solicitar o aluguel de um espaço para remover a escola e iniciar o ano letivo. “Os alunos não poderão aguardar a licitação da Secretaria Estadual de Educação para resolver o problema do prédio, esse processo demora demais. A escola tem que ser removida para outro espaço imediatamente”, cobrava a liderança do movimento. A “pressão”  começou a dá resultado.
Por ser a única escola de ensino médio do bairro Marabá Pioneira, as famílias estão desesperadas com o atraso no início do ano letivo, principalmente quem tem filhos no 3º ano, prestes a realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Uma rápida movimentação nas redes sociais foi suficiente para mobilizar estudantes e pais de alunos para a manifestação de hoje. No final da manhã de ontem, 20, a redação do Blog enviou e-mail para a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Educação e, no meio da tarde, recebeu a seguinte resposta: Com relação ao início do ano letivo na Escola Plínio Pinheiro em Marabá, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) esclarece: A Unidade Seduc na Escola (4ª URE), com sede em Marabá, está autorizada a alugar de imediato um prédio para abrigar os alunos da Escola Plínio Pinheiro durante o período que o atual prédio passará por obras de reforma”. (ASCOM/SEDUC).
Após a autorização da Seduc para a 4ª URE alugar um prédio, cabe a comunidade escolar formar uma comissão composta por pais, alunos, servidores e governo estadual para irem em busca desse espaço a ser locado no bairro da Velha Marabá. O processo de aluguel de um prédio desse porte não costuma ser muito fácil, pois a burocracia da máquina pública é muito extensa. Em um grupo de whatsapp formado para mobilização dos estudantes, logo após a divulgação do e-mail da Seduc, a palavra de ondem passou a ser a seguinte: “Não aceitaremos a remoção da escola para Nova Marabá ou Cidade Nova, moramos na Velha Marabá e vamos estudar aqui”. No começo da noite, com a possibilidade de retorno das aulas, os ânimos já estavam bem mais calmos em relação aos protestos de hoje, havendo indícios de suspensão da manifestação por parte dos alunos.

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