A justiça, as provas e o caso Lula
Em qualquer país, um candidato a presidente já teria sua “candidatura enterrada”, literalmente, depois de tantos indiciamentos, ataques da oposição, xingamentos, agressões, condenações,
ataques através da imprensa e das redes sociais, pelos quais passa o
ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Como diz o ditado popular: “Mais
parece massa de bolo, quanto mais bate, mais cresce”. Para o eleitor, existe a sensação de "forçada de barra" para condenar Lula sem provas. Fica o sentimento de que se não for preso antes, ele ganhará a eleição ainda no
primeiro turno.
Além de inúmeras teorias a favor e contra o
ex-presidente, a que vem ganhando mais força entre a população, é a de que
falta ao Ministério Público Federal e ao Juiz Sérgio Moro apresentar fatos concretos para Lula perder apoio popular. Ouvindo várias pessoas, percebe-se
que elas estão aguardando provas como uma mala de dinheiro, grana na cueca,
contas em paraísos fiscais, caixas de dinheiro em apartamento, semelhantes às
provas ligadas a Michel Temer, Aécio Neves, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Geddel
Vieira Lima, entre várias outras flagradas nas investigações. Como essas provas nunca aparecem, se a eleição fosse hoje, mesmo preso, Lula seria eleito presidente.
A condenação do nordestino a 9 anos e 6 meses de prisão
por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, da maneira como foi conduzida pelo
MPF e pelo Juiz Sérgio Moro, está longe de convencer a maioria da sociedade
brasileira de que não existe “perseguição política” por parte do Judiciário. Em
pesquisa CUT-Vox Populi, publicada em 15/12/2017, Lula aparece com 38% do voto
espontâneo, todos os outros candidatos juntos somaram 22% e na pesquisa
estimulada, Lula surge com 45%, contra 31% da soma dos demais candidatos. De acordo
com os números da pesquisa, o ex-presidente vencerá todos os outros candidatos
no segundo turno. Para desespero dos antipetistas, 47% dos eleitores acham que ele foi o melhor presidente que o
Brasil já teve.
Algumas ações desastrosas do Ministério Público
Federal e de Sérgio Moro como na condução coercitiva no aeroporto, apresentação
em power point pelo Procurador Deltan Dallagnol, a invasão ao apartamento do líder sindical, grampo
ilegal contra Dilma Roussef e advogados, prisão e soltura de inocentes,
reformulações de sentenças pelo Tribunal Regional Federal 4 (TRF 4), condenação de Dona Marisa Letícia post mortem, proximidades de Sergio Moro com políticos da “direita”, retirada de direitos
dos mais pobres através da reforma trabalhista e da previdência social estão fortalecendo ainda mais a figura popular de Lula. Se não for trancafiado antes,
o “esquerdismo popular” retornará com todo gás no maior país da América Latina.
Não sei se “continuar batendo” no petismo seria a estratégia política mais adequada,
pois não está funcionando.




Post a Comment